Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 21/07/2020
O Brasil, ainda que hábil ao potencial de uma boa construção educacional, encontra, dentre as demais adversidades, a evasão universitária como empecilho. Segundo estudos, em 2009, 21% dos que ingressaram em universidades brasileiras não finalizaram a faculdade, esse dado corresponde a surpreendentes 900 mil alunos. Dentre os fatores de destaque e principais motivos pelos quais estudantes praticam a desistência universitária estão o financiamento inviável da faculdade - ou em investimentos direcionados a razões coexistentes, como a hospedagem ou a alimentação do estudante - e o despreparo , advindo de um Ensino Básico poroso.
A inadimplência é um desafio conjugal, afetando paralelamente alunos e universidades particulares. Apesar da modalidade de Ensino à Distância (EaD) mostrar-se em ascensão no mercado nacional, e tal demanda ter crescido exponencialmente nos últimos anos, essa é a estrutura de aprendizagem com maior índice de desistência - 50% do total. Nesse sentido, observa-se que o problema encontra-se não apenas na falta de dinheiro à moradia e alimentação, como também no pagamento das taxas referentes ao curso. A questão precisa ser avaliada, pois, atualmente, cerca de 75% dos estudantes do Ensino Superior estão matriculados em universidades privadas no Brasil.
A carência de preparação ao entrar numa universidade é um fator favorável à saída de estudantes, que se vêem diante de dois obstáculos: a frustração e a inabilitação. Enquanto a frustração advém da impossibilidade de se habilitar, a inabilitação está atrelada à precariedade do Ensino Básico, que, muitas vezes, utiliza de preparações rasa à introdução ao meio acadêmico, sem as iniciações científicas necessárias, criando, dessa forma, um ciclo paradoxal de desejo e incapacidade. Problemas como o baixo nível da qualidade da educação pública brasileira são causados por fatores como: a deficiência de verbas, estrutura escolar precária, salários injustos dos funcionários dessa área e a despreocupação com práticas de desenvolvimento intelectual.
Portanto, para que as problemáticas sejam mitigadas, seria válida a criação de projetos como a de descontos mensais à alunos com condições financeiras precárias, por parte das instituições de ensino privadas, de maneira que os afetados abstenham-se de complicações nesse sentido. E, para que todos possam se orientar claramente com o conteúdo passado em sua respectiva faculdade, é de grande consideração a iniciativa de estudantes que, tendo apresentado melhores resultados durante o semestre, se ofereçam para ensinar a matéria aos colegas com dificuldade. Dessa forma, busca-se a acoplação de mais indivíduos ao Ensino Superior, de maneira que o meio deixe de ser leme ao aprimoramento acadêmico, mas, sim, a busca e a oportunidade concomitante a todos as pessoas.