Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Segundo pesquisas realizadas pelo site Residênciais, aproximadamente três milhões de pessoas abandonam as universidades federais e particulares todos os anos, assim lamentavelmente deixam de obter uma formação superior. Liga-se a isso os âmbitos sociais e econômicos que influenciam diretamente na aquisição e na permanência acadêmica do indivíduo. Por mais que o econômico influencie na estadia do sujeito, a identificação com o curso também possui forte domínio no que tange à evasão universitária.

Legitima a existência desse problema ao observar que muitas pessoas perdem o interesse ou a ilusão pelo curso escolhido, criando defasagens nas vagas e impedindo a entrada de outros estudantes. Visto que esse desinteresse pode ser ocasionado pela falta de apoio de terceiros e pela falta de autoconhecimento dos indivíduos em decidir qual curso realmente se encaixa em seu perfil. Grande parte dessas desistências são advindas de cursos de baixa demanda como: música, turismo, estatística e outros… que são conhecidos pela baixa adesão de alunos.

Outro fator que ratifica a existência desse problema é a condição enconômica, que é o maior impecílio quando o assunto é a entrada em uma universidade. Para as famílias que possuem um salário mensal reduzido fica complicado matricular seu filho em uma universidade federal, pois estas se encontram nos grandes centro urbanos obrigando os alunos a se mudarem, consequentemente gerando uma despesa altíssima, além dos gastos com materiais e transporte. Já nas faculdades particulares o custo é ainda maior devido a mensalidade ser alta, com isso percebe-se que as evasões são lideradas pelas campos particulares de ensino a distância com cerca de 50% de evasão, seguido pelas particulares presenciais com 24% e por fim as federais com 15% de evasão, consoante o site Residênciais.

Para minimizar os índices de evasão universitária no Brasil será necessário que o ministério da educação juntamente com o ministério da econômia, tomem medidas para que o acesso ao curso superior seja mais acessível por toda a população. Deve-se criar um número maior de vagas no SISU ( centro de seleção unificada) e no FIES (financiamento estudantil), implantar profissionais nas escolas para auxiliarem os alunos no quesito profissão, por meio de oficinas ou aulas prontamente direcionadas, eventualmente criar algum incentivo monetário ou insenção de alguma tarifa para que as pessoas façam determinados cursos e investirem na estrutura educacional e física das instituições para que um dia Brasil se torne referência no ensino superior. Apenas 21% dos brasileiros possuem ensino superior, segundo a organização para a cooperação e desenvolvimento econômico (OCDE).