Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Ao analisar os fatos expostos pelo site Residenciais, por ano cerca de 3 milhões de estudantes ingressam no ensino superior, mas não terminam o ciclo educacional. As circunstâncias que motivam tais situações, é encandeada principalmente pelas questões socioeconômicas de desigualdade enfrentada pelo Brasil. Seja pelo sucateamento do ensino público brasileiro, ou a dificuldade financeira, a evasão universitária é um problema desafiador ainda atual.

Acima de tudo, deve-se levar em consideração as mudanças ocorridas em março de 2019, em que o Governo Federal fez um corte de 4,9 bilhões de reais na educação pública brasileira, além do contingenciamento de 30% em abril do mesmo ano, segundo a professora Jana Rabelo, ou seja, isso agrava ainda mais o sucateamento do ensino. Esse corte de verbas e o contingenciamento das universidades públicas gera um reflexo negativo na educação e na sociedade. Toda essa negligência e falta de investimento, acaba afastando os estudantes, por levar a impressão que o tal ensino tenha uma qualidade duvidosa, e além do mais, há casos em que o indivíduo já se ingressa no ensino superior com uma baixa escolaridade, uma base de ensino muito desqualificada, fazendo com que o mesmo não se sinta incluído na estrutura e não consiga acompanhar o ciclo educacional.

Em segundo lugar, é fácil dizer o quão desigual é o Brasil. Muitos alunos estudantes de universidades públicas, tentam trabalhar para se manterem na cidade de sua universidade, por exemplo, sendo que a maioria dos estudantes saem do interior para a capital. Essa necessidade, é motivo de várias desistências, observa-se segundo o site Residenciais, cerca de 15% das desistências estão no setor público de educação. Sem contar a falta de assistência com recursos para estudar na rede pública, onde muitos tem um baixíssima renda familiar, agravando ainda mais a questão financeira. A desigualdade, e crise socioeconômica que o Brasil vem enfrentando, resulta em falta de formação da sociedade, baixa empregabilidade e um mercado de trabalho bem mais reduzido, logo, em decorrência do tempo haverá apenas mais desigualdade entre classes, ou seja, o empobrecimento daqueles que mais sofrem com a crise.

Por tanto, para os desafios de evasão universitária serem aos poucos combatida, é de suma importância maior investimento do Governo Federal, não somente no ensino público universitário, mas também, na educação básica do Brasil. E também, maiores programas de incentivo por parte do Ministério da Educação, no fornecimento de recursos para aqueles estudantes mais desfavorecido. Um exemplo disso seria uma ajuda mensal para custear tais recursos, facilitando assim, a permanência destes estudantes, que no futuro poderão fazer a diferença na sociedade.