Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/07/2020

É notável que ingressar em uma instituição de ensino superior é uma grande conquista independente de sua classe social, contudo existe uma grande quantidade de alunos que tem abandonado as universidades, esse fato gera consequências para o indivíduo, não apenas a curto prazo, mas inclusive a um período maior, visto que as possibilidades de conseguir um novo emprego se tornam uma tarefa difícil. Assim sendo justificado por fatores econômicos e a pressão social ou familiar.

Em primeira análise, por mais que exista alguns tipos de financiamentos por parte do governo que ofereça planos e parcelamentos longevos, os juros são muito altos, futuramente se tornando uma “dívida impagável”. Conforme afirma uma pesquisa realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em 2018 cerca de 58% dos universitários estão inadimplentes com o FIES ou PROUNI. Além disso existem gastos extras como transporte, xerox e livros, mesmo o aluno estudando em universidades gratuitas as despesas são extremamente altas, em alguns casos é agravado por ter que se mudar de cidade para estudar.

Em segunda análise, é importante uma observação no contexto de alunos de classes sociais diferentes, o mais elevado acaba abandonando por sua família ter condição de lhe sustentar, conseguir um bom emprego com mais facilidade, herdar uma quantia que possa te garantir uma “vida tranquila” ou então costumam procurar especializações técnicas, que são mais rápidas, por outro lado, o estudante que não tem uma condição privilegiada sofre uma certa pressão de tentar melhorar a situação financeira não apenas de si ,mas ainda de sua família. Em virtude disso, o aluno opta por abandonar o curso superior.

Em suma, a evasão universitária é uma problemática de difícil solução, todavia necessária. É dever do governo federal intervir nessa situação, oferecendo apoio econômico com financiamentos com mais prazos e sem juros, além de melhorias nos auxílios de moradia, transporte e para diversos outros gastos, assim não permitindo o crescimento de uma dívida na vida acadêmica. Bem como o Ministério da Educação deve fornecer apoio para preservar a saúdes mental dos acadêmicos, permitindo-lhes maior foco nos estudos. Com isso, tais índices negativos devem diminuir exponencialmente.