Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 14/07/2020
A criação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), no governo de Fernando Henrique Cardoso, a princípio servia apenas para testar o conhecimento dos alunos do ensino médio. Posteriormente com outros governos, o ENEM foi modificado, juntamente com o surgimento do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade Para Todos), o que tornou o exame uma porta para o ingresso em universidades públicas e particulares. Embora esse programa tenha ajudado muitas pessoas a entrarem em uma faculdade, muitos acabam desistindo do curso pela metade e tendo muitos problemas em sua graduação.
Em primeiro plano, essa desistência pode ocorrer devido a um contexto socioeconômico em que a pessoa se encontra em uma situação desvantajosa. Nesse cenário, o estudante precisa trabalhar para se sustentar ou para pagar a mensalidade da faculdade, o que o faz muitas vezes abandonar a faculdade por não conseguir conciliar trabalho e estudo. Essa evasão da universidade ocorre porque, infelizmente, se sustentar é um prioridade em relação aos estudos.
Ademais, também é válido lembrar que muitas vezes o estudante não consegue decidir aos 17 anos qual carreira seguir. No final do ensino médio, há uma pressão feita tanto pela família quanto pela escola que, quando o aluno está indeciso sobre o seu futuro, pode ser muito negativa, uma vez que ele acaba escolhendo um curso que não sabe se realmente quer apenas pela necessidade de escolher algo logo. Assim, a pessoa acaba cursando algo que não a interessa de verdade e acaba desistindo do curso depois de vivenciá-lo.
Logo, podemos concluir que a evasão universitária é um problema muito grave. Como possível solução, as faculdades deveriam aprimorar o sistema de auxílio a estudantes que não possuem uma boa condição socioeconômica para que não seja necessário que eles tenham trabalhem enquanto estudam. Relacionado à pressão que os estudantes sofrem na hora de escolher o curso, a escola deveria atuar com métodos que auxiliem na quebra da pressão de escolha, como psicólogos para ajudar em testes vocacionais e a manter a calma durante a escolha do curso correto.