Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/07/2020

Em 11 de março de 2020, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS como uma pandemia. Desde então, algumas escolas têm praticado o ensino remoto que se assemelha a EAD, sendo que, até agora o Brasil só tinha a experiência de ensino à distância na educação superior, em que os índices de evasão universitária atingem 39%, segundo o Ministério da Educação. Essa questão tem origem muitas vezes no sucateamento da educação e no baixo engajamento desses alunos com as instituições. Como consequência disso, tem-se a falta de mão de obra especializada e a supressão ao direito à educação, logo, presume-se a necessidade de tomar medidas para amenizar as causas do abandono universitário.

Em primeira análise, devido o cenário de crise socioeconômica enfrentado pelo país, forja-se uma certa crise de arrecadação. Em março de 2019, a educação foi uma das maiores vítimas do corte de recursos,  visto que as verbas para o ensino brasileiro foram reduzidas em R$ 5,839 bilhões. Dessa forma, cria-se um déficit na educação brasileira. Além disso, segundo um levantamento feito pela Educa Insights, 77% das pessoas matriculadas em algum curso superior à distância no país pertencem à classe B e C. A partir desse fato, percebe-se que o baixo engajamento do estudo afeta as classes mais baixas que, por sua vez, sentem mais o peso da crise e não conseguem acompanhar o ensino devido à falta de contato com a instituição física, gerando a evasão universitária.

Em segunda análise, a falta de formação dos indivíduos no ensino superior desenvolve um mercado de trabalho menos capacitado, além de prejudicar as perspectivas de empregabilidade das pessoas, o que em longo prazo, acentuará as desigualdades sociais no Brasil. Outrossim, segundo a Constituição brasileira, a educação é um direito de todos, entretanto o acesso a ela não é garantido, tendo em vista a desestimulação a continuar os estudos devido à má qualidade de ensino proveniente dos cortes na educação. Segundo Gilberto Dimenstein, “Responsabilidade social é a capacidade que a sociedade possui de gerar educação”. Com base nisso, percebe-se que medidas devem ser tomadas para mitigar as causas do abandono universitário e assim gerar uma educação que atenda toda a população.

Destarte, espera-se que o Governo Federal, com ajuda de instituições financeiras, aumente as linhas de crédito para o financiamento estudantil do ensino superior, por meio de doações e arrecadações, a fim de melhorar a qualidade do ensino nas universidades brasileiras. Ademais, cabe ao Estado, principalmente ao ministro da educação Milton Ribeiro, o aumento da fiscalização do ensino à distância, por intermédio de plataformas virtuais e profissionais que acompanhem os alunos, para que se faça cumprir a carga hóraria básica presencial, com a finalidade de estimular o sentimento de inclusão dos formandos. A partir dessas ações, almeja-se a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil.