Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/07/2020

O INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) realizou o Censo da Educação Superior e constatou que a taxa de abandono do ensino universitário público ou privado excede 54%. E, segundo dados do site da Universia Brasil, 75% dos estudantes não se formaram. Nesta perspectiva, uma das consequências do abandono escolar é que os alunos ainda não conseguem conciliar estudo e trabalho, ou a universidade não possui uma estrutura de treinamento, qualificação. Diante do exposto, são necessárias ações para reverter essa situação, criando um jovem treinado e qualificado para o mercado de trabalho e melhorando a economia do país. A princípio, é necessário salientar que o aumento significativo do número de abandono universitário se deve à falta de adaptação e à vulnerabilidade das escolas de ensino médio onde não há preparação antecipada para descobrir as habilidades individuais de cada aluno, elas são avaliadas por resultados que dificilmente refletem suas qualidades específicas. Como resultado, os estudantes têm uma visão superficial da profissão que pretendem seguir e ficam frustrados quando entram numa universidade. Ademais, esperar que alunos que necessitam de um emprego para se sustentar, tenham o mesmo desempenho em relação àqueles que não precisam é inconcebível, visto que é comum vários estudantes não conseguirem dar prosseguimento ao curso devido à dificuldade em conciliar as horas de estudo com as horas de trabalho e até mesmo conseguirem se manter financeiramente, levando em conta alimentação, transporte, livros, entre outros recursos necessários. Portanto, as escolas de ensino médio devem investir em programas de orientação profissional e as universidades precisam criar políticas educacionais para ajudar os estudantes que possuem dificuldades financeiras e/ou precisam conciliar trabalho com os estudos, pois sem condições ou tempo para estudar a evasão acontecerá. É extremamente importante que as universidades ofereçam suporte, disponibilizando bolsas que possibilitem a permanência dos alunos nas instituições, além de adequar os horários para que esses possam ter acesso às aulas, sem se prejudicarem.