Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 15/07/2020

Em consonância ao filósofo prussiano Immanuel Kant, “o homem não é nada além do que a educação faz dele”. Sendo assim, é notório o colossal papel que o ensino sustenta para o desenvolvimento da nação. Nessa conjuntura, nota-se que esse fato caracteriza-se como um desafiador revés a ser enfrentado pela sociedade e Governo na contemporaneidade. Alguns fatores são relevantes para desencadear diversos efeitos, como a desigualdade social e a precariedade das escolas de ensino básico. Nessa perspectiva, é imperioso medidas eficazes que revertam o contexto vigente.

A priori, é válido reconhecer como esse panorama é representado pela discrepância socioeconômica. É imprescindível apontar que os avantajados índices de evasão universitária em solo tupiniquim se relacionam diretamente com a inexistência de oportunidades que algumas pessoas enfrentam. Pesquisas realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa) no ano de 2018, revelam que 40% da renda nacional está concentrada nas mãos de apenas 10% da população. À vista disso, o impacto da pobreza no desempenho escolar pode ser explicado através do contexto cultural na qual o aluno e sua família estão inseridos. Por isso, desistir do estudo nem sempre é uma opção, e sim, a única solução que o universitário possui devido às altas despesas relacionadas à educação. Dessa forma, meios são efetivos para alterar esse panorama.

Outrossim, é crucial ressaltar que, no cenário atual, a adversidade que o país enfrenta é intensificada pela precariedade das escolas de ensino básico. De acordo com o portal de pesquisas UOL (Universo Online), menos de 1% das escolas brasileiras têm infraestrutura. Consequentemente, o aluno que não dispõe de uma bagagem adequada de conhecimento básico, não terá suporte para seguir um ritmo eficaz de estudos em uma universidade. À vista disso, o desapreço relacionado à educação brasileira entra em confronto com a fala do economista britânico Sir Arthur Lewis, que afirma que a educação não é despesa, e sim um investimento com retorno garantido. Com isso, faz necessária uma intervenção que busque assegurar um ensino de qualidade à todos.

Logo, analisando tal conjuntura, é necessário adotar medidas que atenuem essa problemática. Por isso, cabe ao Governo, que na ótica aristotélica é responsável pelo bem-estar social, investir na criação e fiscalização de leis que assegurem uma educação de qualidade, promovendo uma boa base estudantil, por meio da liberação de verbas, com fito de diminuir a evasão universitária. Sobre o mesmo viés, cabe à Mídia, com seu grande poder de manipulação, disseminar projetos e realizar campanhas educativas de cunho comunitário, para amenizar a desigualdade, a fim de melhor qualidade de bem-estar e desenvolvimento social.