Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Ouro de Tolo
Segundo a Primeira Lei de Newton, importante físico e matemático britânico, um corpo tende a permanecer em repouso até que uma força maior atue sobre ele. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se que a evasão universitária, ou seja, o abando nas universidades, é um impasse hodierno que necessita de uma força maior atuante, haja vista que faltarão profissionais qualificados para exercerem suas respectivas áreas do conhecimento. Sendo assim, a falta de gerenciamento estudantil atrelado à pressão familiar são fatores que colaboram com o cenário vigente, sendo necessária uma mudança instantânea para que tal problema possa ser cessado.
A priori, conforme os pensadores da Escola de Frankfurt, desde a consolidação do regime capitalista a maioria das ações restringem em torno do capital. Desse modo, a concepção desses sociólogos pode ser comprovada ao se analisar os critérios de colégios e escolas para preparação de uma formação, dado que segundo o site G1, as profissões mais concorridas são as mesmas com uma maior remuneração. Sendo assim, tal decisão traz resultados negativos como a desistência do universitário, que além de trazer prejuízos para o Estado, faz com que vagas que formariam pessoas interessadas sejam ocupadas e desaproveitadas.
Ademais, a pressão familiar posta faz com que a problemática se transfigure recente. Um exemplo a ser mencionado, são jovens que fazem graduações por escolhas da família, trazendo insatisfações e sua desistência. Para o filósofo Émile Durkheim, os membros mais antigos de um grupo social tendem a passar suas ambições para as novas gerações. Dessarte, essa ação acaba por prejudicar os estudantes, visto que faz com que muitos desistam de cursos dos quais possuíam afinidade para satisfazer as expectativas de terceiros.
Nesse sentido, vê-se que a sociedade está cada vez mais desprovida de profissionais felizes em suas áreas. Em contrapartida, o Ministério da Educação deve promover um sistema de aconselhamento vocacional com campanhas universitárias e palestras ministradas por psicólogos em faculdades e escolas, discutir profissões e vontades com jovens e suas famílias, a fim de expor que independente da graduação escolhida, quem faz a profissão ser valorizada é o profissional. Desse modo, futuramente as vagas estarão preenchidas por estudantes interessados até o final do curso, havendo a diminuição dos índices de evasão universitária e formando profissionais ativos e coerentes para a promoção de uma sociedade mais igualitária.