Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Segundo a Constituição Brasileira a educação é direito de todos, e dever do Estado assegurar um ensino de qualidade. No entanto, a crise socioeconômica, que atinge o país, dificulta exercer essa prerrogativa aumentando os índices de evasão universitária. Sendo assim, as principais causas desse problema são a deterioração do ensino público e a incapacidade de conciliar o trabalho com os estudos.
Em primeiro plano, de acordo com o filósofo Aristóteles, “um bom começo já é a metade”. Analogamente, essa frase pode referi-se a imprescindível qualidade educacional no ensino básico para uma boa performance futura, tanto na universidade, quanto na carreira do indivíduo. Entretanto, existe uma ausência de assistência monetária, por parte do governo, como por exemplo o contingenciamento de 30% das verbas destinadas às faculdades federais. Como resultado, os alunos desistem da escola superior, pela falta de recursos aliada a má qualidade de ensino.
Em segundo plano, conforme pesquisas realizadas, 60% dos jovens já tiveram que conciliar a aprendizagem com o emprego. Nessa perspectiva, a maioria dessas pessoas abandonaram seus cursos, pela falta de tempo disponível para a realização de ambas atividades, dando preferência ao ofício para ajudar suas famílias nas despesas de casa. Seguindo esse raciocínio, é importante ressaltar o aumento das desigualdades sociais entre quem prosseguiu com os estudos, e quem o abandonou.
Portanto, medidas devem ser tomadas diante da problemática. Primeiramente, o Ministério da educação deve disponibilizar capital para as universidades, por meio de parcerias com instituições financeiras, como ocorre com a Fundação Bunge, a fim de melhorar a qualidade de ensino. Ademais, é preciso que as institutos de ensino superior deem assistência econômica aos estudantes, para que eles não necessitem trabalhar. Só assim, a educação se tornará, decerto, direito dos cidadãos.