Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 16/07/2020

O artigo 6° da Constituição Federal,redigida em 1988,sita que a educação é um direito social para a população do país,assim sendo garantia básica que todo cidadão conte-la.Contudo,ao observar os índices de evasão universitária,mostra-se que a educação não é algo cotidiano para todos os brasileiros,visto que,de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais,existem 3 milhões de desistentes das universidades.Nesse contexto,mostra-se evidente a escassa condição econômica da população e a falta de inclusão nas faculdade.

Como primeiro ponto, é importante  acentuar,que embora muitos considerem graduandos como ricos, a realidade é que grande parte não dispõe de muitos recursos financeiros.Nessa concepção, esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde foi facilitado o acesso ao ensino superior para as classes mais populares. Segundo dados do Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), cerca de 30% dos alunos ingressantes de todos os cursos acabam trancando suas matrículas. Dentre as diversas causas, podemos destacar a falta de recursos e assistências ou a falta de interesse na área escolhida.Logo,é necessário uma redução desse paradigma,para que o número de graduados seja proporcional ao de ingressantes.

Ademais,que uma das principais causas da evasão universitária no país é o histórico de defasagem da educação básica.Isso decorre do fato de que,segundo dados do Censo da Educação,2/3 dos estudantes de universidades federais são oriundos de escolas públicas que, no Brasil, são caracterizadas pelos índices de precariedade do ensino. Assim, ao ingressar em um curso superior em que grande parte das disciplinas lecionadas requerem uma base sólida de conteúdos da educação básica, o estudante sente-se incapaz e não apto a dar continuidade ao curso, o que culmina na evasão universitária e contribui para o aumento do problema no país.

Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A campanha “Evasão não!” deveria funcionar de modo prático e informativo, em que o poder público juntamente com o Ministério da Comunicação poderiam programar nas plataformas digitais, como o YouTube,Facebook e Instagram para assegurar aos estudantes que o Estado os dará suporte com o aumento do valor das bolsas permanências e, também,uma maior disponibilização nos reforços estudantis com aulas online para ajudar os alunos do ensino médio com os vestibulares.