Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 16/07/2020

O filosofo Durkheim define a sociedade como um organismo biológico, cuja parte em disfunção ocasiona o colapso do sistema inteiro. Tal afirmativa reflete aos desafios para a reduzir os índices de evasão universitária no Brasil, como a falta de planejamento para deficientes e falta de recurso financeiro dos estudantes. Faz-se necessário, portanto, analisar a mobilização do Estado e seus ministérios acerca dessa questão.

Tendo em destaque de início, que a oferta de cursos de graduação são concentrados nas cidades com maior índice populacional, como São Paulo, resultado do histórico acúmulo de capitais. Por consequência, diversos estudantes precisam morar em outros locais para estudar onde o custo de vida é alto e as condições de trabalho nem sempre conseguem suprir os gastos mensais. Em virtude disso, o aluno opta por abandonar o curso superior e retornar ao seu lugar de origem.

Outrossim, quando o filósofo Aristóteles afirma que um bom começa já é a metade, ele reforça a ideia de que a qualidade educacional do ensino básico é fundamental para um bom desempenho posterior. Nesse sentido, a precariedade do ensino médio público prejudica os universitários, principalmente da área de exatas, que não possuem uma boa base dos conteúdos apresentados. Por conseguinte, em meio à dificuldade de aprendizado, o estudante desiste do curso por não conseguir acompanhar os demais.

Portanto é fulcral que o Estado forneça bolsas remuneradas aos estudantes necessitados, para que eles não troquem o ensino pelo trabalho. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deve garantir a capacitação das instituições e dos professores para receberem alunos especiais, por meio da fiscalização do cumprimento dos critérios necessários para que haja maior possibilidade de integração dessas pessoas na faculdade. Indubitavelmente, se tais providências forem tomadas, a evasão universitária será apenas memória de um passado disforme e superado.