Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/07/2020

A Constituição Federal de 1988 que rege em nosso país garante a todos cidadãos de forma igualitária os direitos sociais, dentre eles o acesso à educação. Porém, na realidade não é o que acontece, o descuido com o ensino público pela falta de investimento governamental e a crise econômica aliada da inadimplência leva à evasão universitária dos jovens brasileiros.

Em primeira análise, o governo aponta que em março de 2019 ocorreu um corte de 4,9 bilhões da educação pública, escolar e universitária. Com isso, muitos alunos que chegam a faculdade não tiveram uma base sólida em seu ensino fundamental e médio, não se sentindo pertencentes a instituição. Outro fator é que com os cortes feitos a estrutura da universidade é comprometida e a qualidade do ensino também, o que leva a desistência de muitos alunos.

Em segunda análise, a crise econômica e a inadimplência são responsáveis também por uma boa parte de jovens desistentes, muitos alunos sem bolsa ou com bolsas parciais precisam trabalhar para se manter em faculdades privadas, pode-se observar o número de desistências na pesquisa realizada pelo Panorama do Ensino Superior do Brasil, apontando que 23% dos alunos na rede privada desistem. E na rede pública a falta de assistência estudantil também torna difícil para estudantes de baixa renda familiar continuar a estudar, levando a 24% dos alunos presenciais e mais de 30% no ensino a distância.

Portanto, cabe ao Governo Federal um maior investimento no ensino público do país, no ensino básico e nas universidades, e o investimento em pesquisas e estudos sistemáticos sobre esse tema para compreender o problema mais a fundo e as práticas mais eficientes para mitigá-lo. Cabe também ao Ministério da Educação a implementação de projetos diferenciados, no ensino médio vocacionais e nas faculdades tutorias especiais e assistência estudantil para os jovens. Assim, poderemos fornecer os recursos para que os alunos permaneçam.