Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 21/07/2020
A modernização das empresas está desencadeando uma série de empregos que exigem altos níveis de educação. Nesse contexto, a evasão universitária se torna digna de grande preocupação. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), 15% dos estudantes de universidades federais abandonaram seus cursos em 2018 por diversos motivos. Dentre esse se destacam a impossibilidade de conciliar o trabalho com o estudo e o abandono de cursos por não serem o que os jovens esperavam.
Primeiramente, apesar de o Brasil ter sistemas de auxílio para pagar as mensalidades do ensino privado - como o fies - e várias universidades federais, os custos para se manter e estudar são muito altos para muitos brasileiros. Com um quarto da população vivendo sob condições de pobreza extrema - segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2017 - pode-se estabelecer que vários jovens terão de escolher entre estudar ou sustentar suas famílias. Ao deixar de frequentar a universidade, essas pessoas perdem a oportunidade de se especializarem para estar aptas à empregos mais promissores.
Além disso, não pode-se deixar de lado o fato de diversos estudantes abandonarem seus cursos por descobrir que não era isso o que realmente queriam. O problema está na parte em que essas pessoas ocupam as vagas de outros, tirando a oportunidade destes estudarem, para simplesmente abandona-las depois. Ademais, não é garantido que esses estudantes conseguiram se candidatar novamente à outros cursos.
Em suma, para mitigar a evasão universitária é necessária a criação de um fundo monetário de auxílio aos estudantes para pagar sua alimentação, transporte e bancar alojamentos. Esse fundo deve ser organizado pelo MEC com o dinheiro proveniente de impostos. Desse modo, os custos para estudar serão reduzidos drasticamente e a população brasileira pobre terá um maior acesso às universidades. Além disso é necessária a aplicação de testes vocacionais e de auto-conhecimento nas escolas, coordenados pelas secretarias de educação, para que os estudantes tenham uma maior certeza na hora de escolher um curso, combatendo o seu abandono.