Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 21/07/2020

De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem é o que a educação faz dele”. Assim, Com o avanço das tecnologias e do acesso à informação, as instituições de ensino tem enfrentado grandes transformações, entretanto, a maneira de ensino que está sendo praticada em meio à pandemia é algo novo para muitas escolas, fazendo com que as mesmas se reinventem com o intuito de promover a educação e transmitir conhecimento para seus alunos. Todavia, estão havendo algumas irregulares e dificuldades como qualificação dos professores e a adaptação às novas tecnologias, sendo fatores que necessitam urgente de uma certa atenção.

A evasão universitária pode ser definida, de forma simplificada, como sendo a desistência do curso por parte do estudante do ensino superior. Percebe-se um grave problema em virtude do sucateamento da educação brasileira e do baixo domínio dos conteúdos básicos dos indivíduos. De acordo com o portal G1, 49% dos alunos abandonaram o curso para o qual foram admitidos. A situação é mais grave em áreas como engenharia, onde apenas 42% dos estudantes que ingressam em faculdades públicas e particulares chegam a se formar. Na saúde, em cursos como medicina, enfermagem e psicologia, a média de desistência é de 48%.

Por consequência, a falta de formação dos indivíduos leva a um prejuízo de suas perspectivas de empregabilidade, a um mercado de trabalho menos capacitado e a longo prazo um aprofundamento de desigualdades sociais que são típicas no Brasil. A questão financeira também é um agravante para a incidência de desistência do curso. Muitas vezes o estudante não possui apoio ou bolsas de estudo e precisa trabalhar para se manter durante esse período, o que acaba dificultando, principalmente quando o curso é em turno integral.

Destarte, medidas devem ser tomadas pelo governo para que essa evasão seja reduzida. Em relação ao ensino público, serão efetivas parcerias público-privadas. As universidades, junto a empresas e até mesmo algumas instituições de ensino privadas podem fazer uma gestão compartilhada dos recursos. Com relação às universidades particulares, seria benéfico propor que o governo federal, juntamente com algumas empresas e instituições financeiras poderão aumentar as linhas de crédito para o financiamento estudantil no ensino superior.