Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 21/07/2020

A criação de universidades durante a idade média possibilitou o avanço do conhecimento em diversas áreas através da transmissão para as futuras gerações e da valorização do conhecimento. Contemporaneamente, as universidades mantém seu prestígio e ideais ao transmitir conhecimento, porém se tornaram acessíveis à maior parcela da população a medida que se tornaram públicas. Entretanto, diversos indivíduos optam por deixar a universidade antes de concluírem seus cursos. Nesse contexto, a barreira para a formação de uma elite intelectual acaba por se tornar algo além da acessibilidade, nos levando a questionar fatores como a qualidade de vida dos universitários, a qualidade do ensino e até mesmo fatores culturais.

Em uma primeira perspectiva vale-se ressaltar os avanços que as universidades proporcionaram ao longo dos anos desde seus primórdios na Europa. Tais avanços variam desde as descobertas mais básicas da física como a gravidade, até os avanços na medicina e computação do século 21. Indubitavelmente estes se realizaram tendo como principal propulsão o ambiente proporcionado pelas universidades, onde o conhecimento é concentrado e de livre acesso.

Ao analisar os problemas relacionados às universidades, percebe-se que vários estudantes têm de arcar com as próprias despesas neste momento da vida, ao mesmo tempo que lidam com os estudos, tamanha responsabilidade na fase inicial da vida adulta pode acarretar diversos fatores que levem o individuo a antagonizar as universidades. Ademais, pode-se citar a incapacidade das universidades de acompanhar os avanços tecnológicos, quando os alunos se vêem inseridos em um mundo digital mas muitas vezes o sistema de ensino não os permite tais meios de aprendizado. No mesmo tópico vale citar o advento de profissões emergentes como design e programação, que vêm tomando seu espaço em meio ao mercado de trabalho e que não necessitam de muito em questão de currículo.

Verifica-se, portanto, que as universidades, em face das mudanças que vêm ocorrendo na mentalidade dos estudantes e também no mercado de trabalho, devem passar por uma mudança a fim de formar um ensino superior capaz de competir no mundo digital. Cabe ao Governo Federal, em conjunto ao Ministério da Cultura e autoridades universitárias que procurem investir em salas de aula inteligentes e digitais que possam integrar tecnologicamente o ensino. Além da digitalização das salas de aula, atenção deve ser dada ao lado financeiro dos alunos, cabe ao mesmos órgãos que procurem medidas eficazes no auxílio financeiro aos jovens universitários, seja por meio da criação de dormitórios e vale-refeições para estudantes ou por mensalidades pagas pelo governo. Somente assim dar-se-ia fim à visão de uma fábrica de diplomas que não pode se manter em dia com o mundo digital.