Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 27/07/2020
No contexto social vigente, o termo “Evasão universitária” pode ser definido como ato de abandonar o exercício escolar de nível superior por razões subjetivas por parte do aluno. Dessa forma, é evidente a catástrofe social resultante da perda do talento intelectual, sendo que o filme “Preciosa”, que retrata a história de uma jovem estudante, que motivada pelo bullying, decide deixar a universidade a qual frequentava, demonstra o atual cenário brasileiro. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por ineficácia governamental, além do carente apoio familiar.
Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência política como causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial retinente as elevadas taxas de fuga entre as instituições superiores brasileiras, pois segundo dados do Instituto de Ensino Superior, cerca de 900 mil estudantes abandonam a faculdade antes de se formar, fator que demonstra uma escassez de medidas viáveis para solucionar a adversidade. Destarte, em virtude da regência nacional não investir no melhoramento tanto do ensino fundamental, quanto do superior, acarretando em um série de contrariedades futuras, provenientes da baixa bagagem erudita entre os alunos, aumentando drasticamente o desleixo educacional por dificuldades na instrução. Em decorrência, o caso eleva-se.
Paralelo a isso, é essencial aludir sobre o falho alicerce parental como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter ao que afirmava Immanuel Kant, famoso filósofo prussiano, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção da maioria do corpo social, o que os levam a ignorar certa inadimplência cometida pelo jovens em relação ao estudo, ocasionada pela dificuldade deste, impossibilitando o incentivo contínuo a tal prática, encaminhando a uma possível desistência involuntária.
Entende-se, portanto, que a continuidade da questão dos desafios da evasão universitária no Brasil é fruto da ineficácia governamental e do carente apoio familiar. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, responsável pelo ensino nacional, deve criar um plano de auxílio educacional para as universidades públicas, voltado para alunos com intensas dificuldades de aprendizado, por meio da contratação de professores secundários, partindo da análise dos cursos com maior percentual de abandono, com o objetivo de garantir um aprendizado sólido, gerando um engajamento maior entre o jovem e o estudo. Ademais, as instituições de ensino, encarregadas de transmitir o saber, precisam promover palestras sobre a importância da família no contexto pedagógico, demonstrando com exemplos de conquistas provenientes de tal ato, mediante a explicações feitas por profissionais capacitados, voltados a adultos, com a finalidade de acabar com tamanho desmazelo.