Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 16/08/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De forma análoga, esse poema do grande poeta Carlos Drummond de Andrade assemelha-se ao atual cenário brasileiro, uma vez que os desafios enfrentados para a diminuição dos índices de evasão universitária são erros que insistem em fazer-se presente no desenvolvimento do Brasil. Assim, entre os fatores que contribuem para essa problemática, destacam-se a ausência de um sistema educacional adequado e a falta de incentivos governamentais.
A princípio, convém ressaltar que o índice elevado de evasão universitária é um paradoxo para o desenvolvimento educacional brasileiro. Com isso, de acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento sobre o mundo. Nesse sentido, a precariedade da formação socioeducacional, no que tange à infraestrutura das faculdades, causa o desinteresse dos alunos para continuar estudando até a conclusão da graduação universitária. Prova disso é que, de acordo com o Data Folha, cerca de 30% dos alunos abandonam a faculdade antes de concluir o curso. Dessa maneira, esse cenário caracteriza-se como um grave problema social.
Outrossim, a falta de incentivos governamentais é um fator determinante na evasão universitária. Diante disso, consoante o filósofo Michel Foucault, as pessoas sabem o que fazem, mas ignoram o efeito de seus atos. Nessa perspectiva, a debilidade do Ministério da Educação em incentivar os estudantes a concluir uma graduação proporciona o aumento de casos de abandono das faculdades. Prova disso é que, de acordo com o Data Folha, cerca de 45% dos estudantes não se sentem motivados a terminar um curso. Por conseguinte, faz-se necessário a dissolução dessa conjuntura.
Portanto, depreende-se a necessidade de combater os desafios para a diminuição da evasão universitária no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover melhorias no sistema educacional, por meio de investimentos em projetos, os quais propiciem melhoras na infraestrutura das faculdades, a fim de proporcionar para os estudantes condições para terminar uma graduação. Ademais, cabe ao Ministério da Educação incentivar os alunos a continuar seus cursos, a partir de bolsas e incentivos, com a finalidade de diminuir o abandono das universidades. À vista disso, será possível eliminar as “pedras” presentes no desenvolvimento brasileiro.