Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 28/07/2020
Segundo Paulo Freire,sociólogo brasileiro,em contraponto a uma prática de sala de aula que desenvolve a criticidade dos alunos,a educação brasileira é sinônima das práticas bancárias,uma vez que os professores apenas depositam o conhecimento no corpo discente.Dessa forma,percebe-se que,devido à capacidade de proporcionar ações transformantes em uma nação,as questões dos sistemas educacionais merecem atenção como quaisquer assuntos de segurança pública ou saúde,sobretudo no que tange aos desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil,ora pela formação de um poder desigual,ora pela complexidade do mercado de trabalho.
Em primeira análise,é importante notar que, com o descompasso educacional,agrava-se ainda mais o poder desigual presente há séculos no país,seja nos bens materiais,seja no status simbólico.De acordo com a vasta obra do sociólogo francês Pierre Bourdieu,justifica-se tal desigualdade analisando o capital cultural incorporal,no qual percebe-se a estratificação dos diversos tipos de poder,desde a educação familiar e escolar até a produção do gosto como meio social,determinando o repertório sociocultural das diferentes camadas sociais.Dessarte,a parcela da população que não foi predeterminada a costumes elitistas de determinadas áreas do ensino superior tende a abandonar as universidades.
Por conseguinte,tais alunos,carentes da base teórica que seria adquirida nas entidades de ensino,encontram-se despreparados frente ao complexo mercado de trabalho do hodierno,adentrando-se em um ciclo de imobilidade social.Assim,em uma sociedade que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar o problema em questão.Contudo,não se pode nem aventar a hipótese de negligenciá-lo,uma vez que Aldous Huxley,literato inglês,já afirmou que os fatos não deixam de existir só por serem ignorados.
Portanto,faz-se mister que medidas assertivas sejam tomadas.Logo,o Governo Federal,por intermédio do Ministério da Educação,deve criar projetos de desenvolvimento social ao inserir materiais lúdicos e propostas pedagógicas que vislumbrem o interesse dos jovens marginalizados,disponibilizando auxílios estudantis àqueles que a renda familiar não ultrapassar dois salários mínimos,demonstrando a importância dos conhecimentos técnicos que utilizarão na vida adulta,por meio de políticas públicas e ações privadas,ofertando subsídios às instituições privadas que se disporem a oferecerem bolsas de estudo integrais.Por fim,espera-se assim,com o fito de minimizar as desigualdades sociais no Brasil,maximizar o número de estudantes presentes nas faculdades.