Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 31/07/2020

Na obra cinematográfica “Sociedade dos Poetas Mortos” é retratado um grupo de alunos que por falta de interesse nas aulas e vontade de aprofundar em poemas, evadem da escola. A realidade não difere da ficção, uma vez que o número de alunos que se retiram das universidades cresce demasiadamente. Além disso, a crise econômica vivenciada pelo país, reflete diretamente na continuidade ou não do aluno em seu curso.

Em primeiro lugar, nota-se que o número de matriculados cresceu no país nos últimos anos. Segundo o Ministério da Educação, o percentual de alunos que ingressaram no ensino superior cresceu em 100%. Entretanto, a taxa de evasão continua alta, cerca de 20%, tanto em rede particular quanto pública. Tal fato deve-se a diversos motivos, entre eles: a falta de assistência e interesse nas aulas, trabalho em detrimento com os estudos e infelicidade no curso. Cabe ainda ressaltar que no atual momento, devido a pandemia, o Ensino a Distância, adotado por muitas instituições, fez com que a evasão aumentasse, em virtude do futuro desconhecido.

Ademais, a instabilidade financeira colabora para que o aluno cometa o ato de fugir da universidade, afinal, sem perspectiva de um futuro, não há motivos para continuar estudando. Por outro lado, programas de ajuda financeira, oferecidos pelo Governo Federal, como ProUni e Fies, que visam garantir o término da graduação de maneira gratuita, acabam por piorar a situação, pois, sem ter como pagar no futuro, a escolha é desistir.

Portanto, é notório que a evasão universitária faz-se presente no Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Educação realizar programas de tutorias especiais e políticas de assistência, por meio de profissionais aptos,  visando maior conforto e segurança na escolha do aluno. Além disso, o Ministério da Economia deve oferecer mais possibilidades de programas de ajuda financeira e aumentar o prazo do seu pagamentos, priorizando o profissional do futuro. Dessa forma, tal problema poderá ser uma mazela passada na História brasileira.