Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 04/08/2020

De acordo com a Constituição Federal promulgada em 1988, é dever do Estado fornecer educação a todos os brasileiros em prol de sua preparação para o exercício da cidadania e para o mercado de trabalho. Contudo, diante do elevado índice de evasão universitária presente no país, é notório que os benefícios assegurados na Carta Magna não estão sendo realmente aplicados na sociedade. Nesse viés, esse impasse é resultado de uma má estimulação das habilidades específicas de cada discente e do baixo auxílio governamental proporcionado a eles.

Em uma primeira análise, cabe evidenciar que o objetivo do Ministério da Educação é disponibilizar aos jovens nacionais uma ementa estudantil sobre quais conteúdos devem ser aprendidos no ensino médio e básico. Por conseguinte, esse ´´roteiro`` não desenvolve capacidades específicas dos estudantes - de exatas ou de humanas - em virtude da exigência de aprender o que não têm interesse. Consequentemente, essa pressão dificulta a escolha de uma profissão, e, posteriormente, resulta na evasão universitária pela não identificação com o curso.

Ademais, cabe expor que os baixos recursos econômicos disponibilizados pelo Governo aos aprendizes é um dos principais vetores do impasse em questão. Em comprovação a isso, o site ``Universia Brasil´´ publicou uma matéria, em 2019, na qual mais de 100 mil bolsistas deixaram a faculdade pela necessidade de trabalhar para se manter. Portanto, em razão dos fatos supracitados, é notório que medidas devem ser tomadas para solucionar essa problemática.

Em suma, com o intuito de diminuir os índices de evasão universitária, cabe ao Poder Público, mantenedor das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório, desenvolver, por meio de verbas governamentais, campanhas educacionais a fim de proporcionar os recursos necessários para os universitários permanecerem nas faculdades.  Dessa forma, almejar-se-ia que os ideais propostos pela Constituição se façam realmente presentes no cotidiano da nação.