Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 13/08/2020
A Constituição Federal Brasileira de 1988 prevê o direito ao ensino como obrigatório, no que diz respeito a inclusão do indivíduo no sistema educacional do país. Entretanto, hodiernamente o Estado se configura como negligente no que tange ao ensino e suas condições adequadas para que se forme uma sociedade integrada ao conhecimento. Por conseguinte, uma das maiores problemáticas no ensino superior é a evasão dos universitários, tendo por causas uma má infraestrutura concedida pelo governo, além das dificuldades financeiras relacionadas ao setor privado, no qual muitos alunos não podem pagar para se manterem nas universidades.
Em primeiro plano, é de vital importância destacar a ausência de infraestrutura adequada ao ensino como uma das principais catalisadoras do problema. Sendo assim, de acordo com o filósofo John Locke, o governo deve conceder a sua população seus direitos inalienáveis, como a educação, por meio de um ‘‘contrato social’’. De tal maneira, a negligência do Estado em estabelecer as atribuições necessárias ao ensino universitário se mostra vigente, de modo que corrobora para o aumento do número de evasões na educação superior brasileira. Isto posto, é fundamental contribuir o contingenciamento governamental como uma grande causadora desse obstáculo ao ensino, como os cortes de cerca de cinco bilhões de reais da educação pública nacional, realizados em março de 2019.
Outrossim, as adversidades financeiras são grandes responsáveis pela problemática, principalmente para alunos das universidades particulares. De tal forma, os altos preços de faculdades do setor privado e as inadimplências das instituições privadas corroboram para a evasão ganhar maiores proporções. Ademais, a crise econômica que o país vem sofrendo desde o ano de 2014 se coloca como grande agravadora do problema, visto que as instituições privadas sofrem com a recessão atual do país e deixam de conceder o mesmo número de bolsas de ensino aos alunos, como nos mostram dados do Ministério da Educação, que indicam que no ano de 2015 o número de alunos bolsistas sofreu crescimento de apenas 7%, em contrapartida ao ano de 2013 no qual o crescimento foi de 21%.
Infere-se, portanto, que é fulcral a melhoria na infraestrutura no ensino superior, além da melhoria na concessão de bolsas e de verbas para este. Para tal, o Ministério da Educação deve trabalhar para a melhor distribuição das verbas e estruturas, por meio de políticas de concessão de verbas destinadas ao ensino superior e a educação brasileira. Ademais, é fundamental destacar a ação das instituições privadas de ensino em admitir descontos em seus cursos e da ação do Programa Universidade para Todos, do governo federal, concedendo auxílios para que os universitários ingressem em universidades públicas, findando combater a evasão escolar e assim, aproximando-se do contrato social de Locke.