Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 25/08/2020
No século XII foram inauguradas as primeiras universidades,conhecidas como “universidades medievais”, nas quais concentrava-se a produção do saber e da ciência. Mesmo na contemporaneidade as universidades ainda desempenham importante papel na sociedade, incitando debates e produzindo pesquisas benéficas ao desenvolvimento humano. Todavia, há entraves que impedem a permanência de parte dos alunos em suas respectivas graduações; empecilhos dos quais destacam-se o déficit no ensino básico e a questão financeira. Nessa vertente, faz-se necessário analisar tais fatores a fim de superar alguns dos desafios para diminuição dos índices de evasão universitária brasileira.
Primordialmente, vale destacar que a “deficiência” no ensino básico interfere diretamente na continuidade ou não em um curso superior. De acordo com a organização Todos pela Educação, cerca de 20% dos jovens saem do ensino fundamental sem dominar a leitura e escrita. Nesse âmbito, certo indivíduo que possui tal problema enfrentará dificuldades extras para acompanhar uma graduação, que já é complexa por si só, e ficará não só desestimulado, mas também próximo da evasão.
Além disso, cabe ressaltar que as condições socioeconômicas do aluno influenciam em seu desenvolvimento dentro de certo curso universitário, visto que indivíduos com situação financeira vulnerável dedicam grande parte do seu dia ao trabalho e , desse modo, não possuem oportunidade de estudar adequadamente antes e após as aulas da graduação. Outrossim, num contexto de crise econômica e desemprego no país tais indivíduos são os mais atingidos, o que dificulta ainda mais sua permanência no ambiente acadêmico.
Desse modo percebe-se, portanto, que existem desafios para diminuição dos índices de evasão universitária. Sendo assim, concerne ao Ministério da Educação (MEC) a adequada distribuição de verbas direcionadas à educação, visando às melhorias tanto estruturais como técnicas no ensino básico brasileiro, de modo a preparar os estudantes ,da melhor forma, para “estágios” seguintes. Além disso, cabe também ao MEC a ampliação de auxílios e bolsas estudantis a fim de atender alunos com condições financeiras vulneráveis, especialmente em momentos de crise econômica nacional. Somente assim a evasão universitária reduzirá e o ambiente universitário se tornará minimamente democrático e acessível.