Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 21/08/2020
Ao analisar o tema evasão universitária, caracterizada por indivíduos que ingressam nas universidades, porém não concluem o curso, verifica-se impasses sociais, políticos e culturais, que geram este desdobramento. Assim sendo, evidencia-se a necessidade de intervenção estatal, juntamente a cooperação social, visando elevar a qualidade do ensino superior e diminuir os índices de evasão universitária no Brasil.
A princípio, é válido ressaltar o sucateamento do ensino público no país. Em março de 2009, o Governo Federal cortou aproximadamente 5 bilhões de verbas que seriam destinadas para educação brasileira. A ausência de investimentos neste setor facilita a desistência de muitos universitários, devido a má qualidade do ensino nas faculdades.
Nesse contexto, um outro desdobramento dos sucateamentos estudantis está relacionado ao baixo domínio dos conteúdos básicos, que não foram fornecidos durante o ensino regular. Este déficit na formação faz com que os indivíduos não se sintam capazes de acompanhar o ensino superior brasileiro. Em 2016, pesquisas feitas pelo instituto lobo mostram que cerca de 24% dos universitários presenciais da rede pública desistiram de seus diplomas.
Convém, assim, que o Governo Federal interfira nesta questão, fornecendo cursos públicos, previamente a inserção dos calouros nas faculdades, com o objetivo de reforçar conteúdos básicos, por meio de apostilas e aulas presenciais, abrangendo matérias que são essenciais para os primeiros períodos das universidades.