Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 28/08/2020
A vinda da família real portuguesa para o Brasil foi responsável por trazer inovações no âmbito educacional para o brasil, decorrente da necessidade de os nobres terem seus anseios atendidos. Dessa forma, gradativamente, o ensino superior passou a fazer parte da realidade dos cidadãos brasileiros. Ademais, verifica-se no hodierno uma evasão universitária crescente, seja pela indecisão de qual curso seguir, seja pela negligência estatal em garantir a permanência dos estudantes em suas graduações. Assim, medidas cogentes devem ser tomadas para modificar o cenário vigente.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar a necessidade do autoconhecimento prematuro como fator auxiliador na escolha de uma atuação futura em determinada área. Como evidenciado pelo pai da psicanálise, Freud, a formação de um cidadão decorre de suas vivências enquanto jovem. Logo, nota-se que por meio de análises detalhadas e individuais é possível estabelecer um direcionamento de afinidade entre os diferentes cursos existentes, possibilitando que o indivíduo descubra sua real pretensão e, com isso, se estabeleça. Assim, faz-se mister a participação da escola nessa realidade.
Outrossim, segundo o filósofo contratualista Rousseau, cabe ao Estado a função de garantir o pleno desenvolvimento de seus cidadãos. Todavia, ao se analisar o alto índice de abandono universitário, percebe-se uma falha no proposto à medida que muitos estudantes não conseguem se manter financeiramente, acabando por abandonarem as instituições de ensino em busca de empregos que não condizem com o planejamento de vida orquestrado. Com isso, urge a necessidade de dissolução dessa conjuntura.
Portanto, tangente ao exposto, entende-se a preemência de intervenções orquestradas pelo poder público. Logo, as instituições educacionais devem proporcionar aos infantes uma educação voltada ao autoconhecimento, por intermédio de debates com atenção individual que estimulem o descobrimento vocacional prematuro, a fim de que os indivíduos ingressem em cursos que possuam maior afinidade, reduzindo o número de evasões. Além disso, cabe ao Poder Executivo potencializar a distribuição de bolsas e auxílios universitários, mediante maior cessão de capital público aos orgãos competentes, com o intuito de direcionar o foco dos estudantes exclusivamente para sua capacitação, diminuindo os riscos de abandono. Destarte,com tais medidas poder-se-à garantir um aumento no número de indivíduos que possuem formação superior, atuando de forma favorável ao exposto por Rousseau.