Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/09/2020
A obra “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um momento de desespero e preocupação. De maneira análoga, a obra expressionista, tal situação de desconforto também se faz presente no atual cenário brasileiro, já que parte do tecido social sofre com os altos índices de evasão universitária. Nesse sentido, é lícito afirmar que a celeridade da vida moderna e a desigualdade social, contribuem para a perpetuação desse cenário.
Primeiramente, é importante salientar como a má gestão de tempo compromete os estudos de grande dos universitários. Isso ocorre principalmente por que, muitos estudantes não conseguem organizar os tempos de aula com suas outras ocupações, como por exemplo, indivíduos que precisam trabalhar em turnos inversos aos do curso. Consequentemente, os alunos se vem sem tempo e acabam optando pelo trancamento da carreira universitária.
Outrossim, é importante postular a desarmonia social como agravante da problemática supracitada. Sob tal ótica, é fato que, no Brasil,a maioria da população vive em regiões periféricas, conhecidas pela ausência de centros universitários. Nesse sentido, grande parte do tecido que deseja cursar faculdade, necessita recorrer a outras moradias e arcar com as despesas. Infelizmente, os acadêmicos, muitas vezes, precisam desistir da faculdade por não ter condições financeiras para se sustentar.
Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar essa problemática. Sendo assim, é preciso que o Governo Federal, como instância máxima administração executiva, tome como iniciativa, a construção universidades públicas em áreas periféricas das grandes cidades, por intermédio de construtoras estatais, a fim de, disponibilizar maiores condições as classes menos favorecidas. Além disso, é necessário que os alunos desenvolvam uma melhor gestão do seu tempo diário, evitando transtornos, com o fito de evitar momentos de desespero e preocupação como na obra “O Grito”.