Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 17/09/2020
Desde o “Século das Luzes”, comumente conhecido como Iluminismo, ocorrido no século XVIII, na Europa Ocidental, teóricos da época pregavam que a sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o objetivo de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se, na contemporaneidade, que a evasão universitária no Brasil vai de encontro aos ideais iluministas, uma vez que este empecilho apresenta-se de maneira atemporal, de modo a retomar falhas do passado, que estorvou o desenvolvimento intelectual. Dessarte, é categórico que planos sejam aplicados para alterar esse nocivo cenário que possui como causas: a negligência do Governo e a falta de consciência social.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à ineficácia estatal no que se concerne à elaboração de políticas públicas que promovam, de maneira efetiva, a diminuição da evasão universitária no Brasil. Consoante a isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade da política norte-americana, disse, em seus discursos, que o Estado tem como função prover aos cidadãos, por meio de melhorias na educação da nação, um futuro próspero em todos os âmbitos. De acordo com um levantamento do Instituto Lobo em 2016, a taxa de evasão universitária, na rede pública, foi de cerca de 24% em cursos presenciais, e em 23% na rede privada. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação estatal, de modo que os índices apresentados diminuam consideravelmente.
Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática encontra terra fértil para seu desenvolvimento na falta de consciência social. Nessa lógica, o sociólogo Karl Marx teceu diversas críticas, em suas obras, acerca da atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Tratando-se da evasão universitária no Brasil, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, permitindo, assim, que tal prática ganhe cada vez mais notoriedade no corpo social, causando grandes impactos ao bem-estar e no avanço intelectual da sociedade.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo federal, como instância máxima da administração executiva, aliado ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve levar palestras pelo Brasil, alertando a população acerca dos malefícios resultantes da evasão universitária na atualidade e no futuro do país, de modo que ocorra a massificação do termo na sociedade, por intermédio de propagandas acerca do tema. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o número de casos e proporcionar uma consciência coletiva.