Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 27/09/2020
A evasão universitária diz respeito aos indivíduos que ingressam nas universidades e faculdades, mas não finalizam o ciclo educacional. Nesse contexto, é importante apontar a dificuldade dos universitários em conciliar estudos com o trabalho, tendo em vista que muitos precisam se sustentar, como um dos principais desafios enfrentados para por um fim à problemática, bem como compreender as consequências, a longo e curto prazo, da evasão universitária no Brasil.
Primordialmente, muitos jovens e adultos brasileiros enfrentam o dilema de ter que estudar e trabalhar, seja para pagar a própria faculdade, seja por necessidade, o que, de fato, contribui para altos índices de evasão universitária, tendo em vista que conciliar 8 horas diárias de trabalho com 9 horas de estudos, em média, nas universidades ou em casa, não é uma tarefa fácil. Como exemplo, pode-se citar uma pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostrando que aproximadamente 48% dos evasivos não conseguiam combinar estudos com o trabalho, o que comprometia seu rendimento em ambos os cenários.
Certamente, um número menor de pessoas cursando o ensino superior resulta em mão de obra menos qualificada e a escassez de profissionais em determinadas áreas, além de, a longo prazo, culminar no crescimento de desigualdades sociais, tendo em vista que a universidade será predominada por uma classe que não precisa conciliar emprego e estudos. Dessa forma, deve-se atentar para a constituição cidadã de 1988, que afirma que o Estado deve garantir educação para todos os cidadãos.
Infere-se, portanto, que é necessário minimizar o problema. Logo, o Ministério da Educação deve, por meio de reformulações técnicas, promover um novo modelo de carga horária flexiva em instituições, públicas e privadas, visando uma melhor conciliação de estudo e trabalho por parte dos estudantes, para, assim, diminuir o número de evasões oriundas da falta de tempo e minimizar as consequências da problemática, como a falta de mão de obra e o aumento da desigualdade social.