Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 25/09/2020
Retenção acadêmica
Com a introdução da política de cotas, do financiamento estudantil (FIES) e do ProUni (Programa Universidade para Todos) se torna cada vez mais fácil o ingresso às universidades brasileiras. Entretanto, a situação se modifica quando observa-se a permanência dos estudantes até o fim dos cursos. O desafio educacional contemporâneo é garantir que o acesso e a retenção de alunos no ensino superior sejam equitativos e igualitários.
A primeira problemática a ser considerada é o fato de que a qualidade da educação básica, principalmente pública, dificulta a inserção de alunos aos conteúdos básicos dos cursos. Além de impulsionados à desistência, muitos acadêmicos são jubilados, ou seja, ultrapassam o limite de reprovações impostos pelas universidades. Este último fator tem como consequência a perda de vínculo com a instituição.
Outro fator importante a ser ressaltado, é que a pressão vivida pelos jovens a escolherem suas carreiras tão cedo acarretam frustrações e quebras de expectativas com o curso escolhido. O ensino superior como instrumento de ascensão socioeconômica, de acordo com o senso comum, desperta uma ideia de urgência quanto ao seu ingresso. Sendo assim, esta optação precoce provoca insatisfações no corpo discente em geral.
Em virtude dos fatos mencionados, se torna indubitavelmente necessário novas políticas públicas para mudar este problema. De início pode-se sugerir que o MEC (Ministério da Educação) invista em cursos institucionais de nivelamentos. Estes cursos seriam extracurriculares e variáveis de acordo com as áreas de conhecimento em questão. Também é importante que este mesmo órgão introduza na Base Nacional Comum Curricular uma disciplina que possibilite a inserção de alunos do Ensino médio em diversas áreas de atuação. Essas medidas garantem que as modalidades de Ensino que precedem o Ensino Superior, realizem todo o apoio necessário para uma vida acadêmica satisfatória e sem evasões.