Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 30/09/2020

O Ensino da  Evasão

Consoante ao educador brasileiro Paulo Freire “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou sua construção”. Todavia, na contemporaneidade há empecilhos para que essas possibilidades se concretizem cuja causa relaciona-se com a falta de assistência por parte do Estado e a baixa qualidade de um ensino superior defasado.

Nesse contexto, é valido pontuar que o difícil acesso a faculdade para a maioria dos jovens é diretamente ligado a passividade governamental em oferecer assistência para um melhor desempenho dos estudantes. Parafraseando filosofo Grego Sócrates, o homem para ser completo tem que estudar, trabalhar e lutar, entretanto na atualidade essa máxima foi substituída pela “trabalhar, lutar e estudar” tendo em vista que para conseguir condições dignas de aprendizagem o educando deve buscar por seus próprios meios e força, uma vez que o Governo Federal não cumpre seu papel como agente fornecedor dos direitos assegurados no artigo 205 da Constituição Federal de 1988. Mudanças devem ser inferidas para transformar essa realidade que não só seria benéfica para a educação como também para a economia nacional evitando crises recorrentes no Brasil como a previdenciária e trabalhista.          Dessa forma além da tribulação para obterem maior qualificação profissional os estudantes encontram um ensino obsoleto que não supre todas as expectativas pessoais e principalmente profissionais. Segundo dados do movimento Todos Pela Educação e do Censo Escolar 2015, 41% dos professores em escolas públicas e privadas, não têm formação nas áreas em que lecionam. Deste modo, com um sistema de ensino colapsado e com ausência assistencial por parte do Governamental corrobora-se uma evasão estudantil progressiva prejudicando o desenvolvimento de senso crítico e qualificação para o mercado de trabalho de grande parte da população.

Portanto, se faz mais que necessário garantir o direito assegurado em lei para obter-se uma exímia educação. Cabe ao Ministério da Educação capacitar professores adequadamente através de cursos gratuitos ministrados mensalmente em todas as capitais estaduais. Ademais o Ministério da Economia deve rever os gastos na área de educação com a inserção de novos programas para incentivar o escolar a permanecer nas instituições de ensino, como um vale alimentação para estudantes de baixa renda do período integral de universidades. Assim será possível a criação de possibilidades para a construção de uma sociedade menos evasiva educacionalmente.