Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 25/11/2020

Na obra “O Cidadão de Papel”, por Gilberto Dimenstein, afirma-se que o país apresenta um conjunto de leis bastante consistente, mas só se atêm no plano teórico. Nesse sentido, é o observado na educação universitária brasileira, já que a Constituição afirma o direito a educação mas este não é garantido, se manifestando na grande evasão estudantil. Portanto, é necessário mitigar essa problemática, causado pela má qualidade de ensino e inadimplência.

A priori, a negligência do Estado para com a educação é evidenciada pelo baixo domínio dos conteúdos básicos por parte dos estudantes da rede pública. Desse maneira, nas universidades existem uma coercitividade, segundo Émile Durkheim, os obrigados são pressionados a seguir um comportamento estabelecido. Logo, ao ingressarem em ambientes exige-se um comportamento diferenciado, uma base boa de conteúdos e uma disciplina que não foi ensinada nos anos anteriores. Assim, esses jovens não conseguem acompanhar o ritmo imposto, não se sentem pertencentes ao local e, consequentemente, essa série de eventos encorajam sua saída.

Outrossim, com a vigente crise econômica do Governo em 2019 fez um corte de mais de 5,9 bilhões da educação pública brasileira. Nesse viés, com a educação fragilizada, essa crise também afeta os alunos de universidades particulares e a distância, pois diante da crise muitos precisam de estudar e trabalhar ao mesmo tempo para se manterem nessas faculdades. Dessa forma, a não conciliação entre o estudo e o trabalho e a inadimplência é um dos principais fatores da evasão estudantil, por exemplo, como as instituições de ensino superior de grande porte registraram uma taxa de 29,5%, em abril de 2020, Logo, a saída de aumentaram também: a taxa de 32,5% entre os anos 2019 e 2020, de acordo com o Sindicato das Instituições de Ensino Superior Privado (Semesp).

Em suma, urge diminuir os índices de evasão universitária no Brasil. Desse modo, é mister que a sociedade, por meio de protestos pacíficos, pressione o Poder Executivo para a garantia dos seus direitos, como o do estudo, solicitando o melhoras na educação básica e um modo fácil de comunicação com o Ministério da Educação, para que a sociedade consiga contribuir ideias, críticas construtivas a respeito da melhoria da educação pública. Ademais, faz-se necessário que o Governo Federal, por intermédio de parcerias com instituições, aumente o crédito para o financiamento estudantil no ensino superior, com mais bolsas e mais diversidades nas formas de pagamento, a fim de que decresça a quantidade de inadimplência. Destarte, será possível reduzir a evasão estudantil e chegar mais perto dos direitos afirmados na Carta Magna, não sendo mais apenas no papel.