Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 31/10/2020

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto educacional, o problema da evasão escolar funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de infraestrutura monetária impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a falta de incentivo mostra-se como um dos desafios para à resolução do problema. Segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, o filósofo fala que a identidade social – a maneira do agir socialmente – de um ser é construída pelo ensino, em todas as instâncias, como básico, médio e superior. Desse modo, quando esse ato não é prioridade, consequências surgem, por exemplo uma sociedade sem igualdade para respeitar o pensamento do próximo, gerando seres que não conseguem viver em harmonia. Porém, o coletivo carece de influenciar, principalmente, os mais jovens a ingressarem em ensinos superiores que formarão o indivíduo profissionalizante e contribuinte da economia do país, uma vez que trabalhará para ter sua personalidade. Além disso, a escola não contribui para a formação do pensamento de buscar universidades, pois apresentam aulas que não despertam o interesse do aluno para seguir estudando, realidade que deve ser mudada imediatamente.

Em segunda análise, a infraestrutura monetária deficiente apresenta-se como outro fator que aumenta a evasão universitária. De acordo com John Locke na teoria do contrato social, “todos tem o direito ao ensino”. Nesse sentido, muitos indivíduos não têm condições de pagar universidade privadas, optando por federais ou bolsas de estudo. Contudo, para a entrada em faculdades públicas é necessário investimentos em estudos para passar no vestibular, assim como bolsas de estudo que são em quantidades limitadas por participante, evidenciando que nem todos os seres poderão entrar para ensino profissionalizante que construiria sua identidade social. Nesse âmbito, a falta de atenção do governo em promover meios para a entrada igualitária de todos, infringe o direito defendido pelo filósofo, gerando como consequência desigualdades de renda e de acesso, algo a ser mudado.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a diminuir a evasão de ensino superior no Brasil. Por conseguinte, cabe a Escola, em parceria com universidades privadas e públicas, realizar um projeto com o “slogan” “conhecendo ensinos”. Essa atitude pode ser feita por meio de visitas nas faculdades parceiras com os alunos do ensino médio, objetivando influenciá-las a aderir a um ensino superior após sair da escola, assim como permitir a busca por uma profissão que se encaixe com cada um, de modo que os indivíduos possam construir sua identidade social, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias de desenvolvimento social.