Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 23/10/2020

No filme cinematográfico “Divergente”, é analisado a relação da sociedade sobre a área profissional dos novos jovens na descoberta do seu potencial. Nesse sentido, o enredo foca na trajetória de uma jovem, que não se adapta a nenhuma das oportunidades existentes no sistema, sendo formada como divergente. Fora da ficção, é fato como a realidade apresentada traz questões impactantes da evasão universitária na vida social do século XXI, a saber, as condições financeiras, em consonância, a pressão de escolha.

Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico de Edward Lorenz, em sua “Teoria do caos”, a qual o caos são situações que, por quaisquer mudanças em suas condições iniciais, podem apresentar resultados completamente diferente no futuro. Nessa lógica, o debate sobre a evasão universitária está em convergência ao pensamento de Edward, visto que a situação inicial de muitos estudantes sem condições, optarem por financiar a faculdade para obterem recursos ao longo do tempo, causa uma preocupação com o, porém de não ter após o prazo, o dinheiro da mensalidade. Dessa forma, contribui para a grande parte dos casos, a evasão e falta de estrutura para se manter. Faz-se, imprescindível, por isso, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, é válido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “Duplo efeito”, na qual explica que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas ou negativas. De maneira análoga, a pressão constante de tomar uma decisão referente a vida profissional vai de encontro à perspectiva do pensador, dado que o ato de familiares e o governo submeterem apertos constantes aos jovens em escolher apenas uma oportunidade gera, por consequência, a insatisfação no estudo do curso escolhido. Com base nisso, a escolha em uma área é essencial e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento.

Portanto, é importante que tome medidas especulantes para uma construção eficaz do debate na diminuição da evasão universitária Brasileira. Para tanto, cabe ao Estado, que tem o poder de fiscalizar e regulamentar suas instituições em reorganizar novos recursos ao problema, por meio de verbas para financiamento da metade da faculdade, para aqueles que não obterem bolsas estudantis, como também atribuir propagandas públicas sobre a escolha consciente e sabia sobre o curso pretendido, a fim de trazer a maior informação possível aos expectadores. Para que, assim como no filme “Divergente”, a sociedade tenha controle em suas próprias decisões sobre seu futuro.