Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 30/10/2020
O filme Escritores da Liberdade conta a história de uma turma de alunos da periferia que lutam por um ensino de qualidade e sonham em entrar na faculdade. No entanto, após entrar na faculdade há um grande aumento da evasão universitária. Ao refletir a respeito dos desafios para a diminuição da evasão universitária, no século XXI, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos: falta de verbas para educação, acompanhada pela inadimplência. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil cada vez mais cortes na educação. Diante disso, percebe-se de acordo com o Jornal G1 o corte na verba das universidades é de R$ 1,7 bilhão, a medida foi tomada porque a arrecadação de impostos foi menor do que o previsto, devido a crise socioeconômica que o país enfrenta. De maneira análoga, o corte reflete nos materiais didáticos, pesquisas científicas e transporte, isto é, desestimula o estudante a terminar o ensino superior. Em suma, a diminuição de verba afeta principalmente as camadas mais pobres da população, já que as mesmas precisam do apoio do governo para manter-se na universidade.
Desse modo, não apenas o corte no orçamento, como também a falta de apoio em ensinos a distância entre outros são um impasse. A vista disso, nota-se que a inadimplência afeta principalmente os estudantes em EAD, Educação a Distância, segundo o último CENSO EAD a taxa de evasão é de 50%. Seguindo essa linha de pensamento, as principais causas é devido a questões financeiras, falta de apoio institucional e plataformas digitais ineficientes. Logo, a evasão universitária estimula a desigualdade social, uma vez que a educação é uma importante qualificação para o currículo garantindo emprego melhores, no entanto a evasão colabora assim para o distanciamento entre as camadas sociais.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) em conjunto com empresas público privadas para a arrecadação de verbas, de modo que seja destinada às faculdades públicas, com o objetivo de garantir uma educação de qualidade a todos. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o MEC deve instituir, na sociedade civil, conferências online e presenciais gratuitas, ministradas por psicólogos e educadores, a fim de que discutam o combate a falta de apoio das faculdades no processo de graduação e melhora das plataformas digitais, de forma que a evasão universitária EAD seja ínfima e que alunos como no filme Escritores da Liberdade concluem a faculdade.