Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 06/11/2020
No filme “A barraca do beijo” é possível ver a personagem principal preocupada e pronta para desistir da universidade dos sonhos por falta de recursos financeiros. Nesse sentido, fora da ficção, embora o Brasil possua diversas universidades públicas e programas de bolsas em faculdades privadas, os índices de evasão universitária no país são altos. Isso ocorre devido à dificuldade de conciliação entre trabalho e estudo e também por problemas relacionados à saúde mental.
Diante disso, em primeiro plano, cabe destacar a forte influência da incapacidade de conciliação entre estudo e trabalho no abandono às universidades por esses alunos. Sobre isso, segundo a Universidade de São Judas, o Brasil conta com 2391 instituições de ensino superior, sendo 2090 privadas e 301 públicas. Porém, essa democratização das possibilidades de acesso à educação não são suficientes para garantir o acesso, uma vez que discentes com poder aquisitivo baixo precisam recorrer a um emprego para arcar com os custos das atividades acadêmicas. Consequentemente, esses jovens enfrentam dificuldades com a otimização do tempo e em manter uma rotina produtiva. Logo, a saída mais recorrente é o abandono dos estudos.
Ademais, o desenvolvimento de problemas relacionados à saúde mental são contribuintes para a evasão universitária. Nesse viés, um estudo feito por Randy Auerbach, em 2018, avaliou 13984 estudantes do primeiro ano de universidades pelo mundo e observou que 31,4% dos alunos apresentaram positivo para pelo menos um transtorno mental durante o último ano. Isso é resultado do cenário de cobranças existente no ambiente universitário e leva ao abandono da vida acadêmica pelos discentes e em casos mais agressivos ao suicídio.
Dessa forma, é preciso que medidas sejam tomadas para diminuir os índices de evasão universitária no país. Portanto, o Ministério da Educação e Cultura, por meio da oferta de recursos econômicos às universidades, deve ampliar a oferta de auxílios estudantis aos alunos, com o intuito de permitir que esses estudantes tenham a oportunidade de se dedicar exclusivamente aos estudos. Ainda cabe ao Ministério da Saúde promover a diminuição de casos de transtornos mentais nas universidades, por meio da disponibilização de psicólogos e psiquiatras nessas instituições, a fim de garantir o bem estar mental dos discentes. Assim, espera-se que esses estudantes possam usufruir da acessibilidade e oferta de cursos no país.