Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 25/11/2020
Segundo dados do Instituto Lobo e do Panorama do Ensino Superior Privado do Brasil, a evasão universitária apresenta taxas alarmantes de 24% na rede pública e 23% na rede privada. Nesse sentido, este panorama reflete uma realidade enfrentada por parte dos estudantes de universidades brasileiras, que possuem problemas financeiros e um ensino básico deficitário, dificultando a permanência na graduação. Dessa maneira, essa fuga de estudantes do meio universitário se torna um problema social grave que necessita de intervenções do Estado.
Primeiramente, é certo que a evasão do ensino superior ocorre, em grande parte, pela dificuldade que estudantes sem um ensino escolar de qualidade enfrentam ao chegar na faculdade. Por esse ângulo, pode-se fazer um paralelo com o filósofo Immanuel Kant que postulou a ideia de que o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele. Ou seja, a precária educação básica das escolas brasileiras, principalmente as escolas mantidas pelo governo, formam alunos sem preparo para o mundo universitário, que não possuem embasamento para acompanhar as aulas e o ritmo intenso da faculdade. Dessa forma, como propôs Kant, a educação deficitária teve papel fundamental na vida desses estudantes, que por possuírem dificuldades de se adaptar às universidades, acabam optando pela desistência do curso.
Além disso, outro fator determinante no alto índice de abandono da universidade é a dificuldade financeira dos acadêmicos de baixa renda. Nessa lógica, para suprir a ausência de suporte financeiro, vários universitários precisam trabalhar ao mesmo tempo que se dedicam para os estudos. Portanto, essa jornada cansativa e desgastante se torna muito difícil para alguns desses estudantes que decidem desistir dos estudos. Outro ponto importante, é a mensalidade que alunos de faculdades privadas precisam arcar. Devido aos altos valores mensais cobrados pelas instituições privadas, alunos mais carentes, muitas vezes, não conseguem arcar com as despesas da graduação e optam pela evasão.
Destarte, são necessárias medidas que minimizem o problema da evasão universitária em questão no Brasil. Com esse propósito, o Estado deve realizar parcerias público-privadas, em que empresas recebam benefícios fiscais em troca de investimentos, para arrecadar recursos para o investimento massivo nas escolas da rede pública, com aumento do salário dos professores e melhoria da infraestrutura. Essa medida acarretará em uma melhoria da educação de base que formará jovens mais aptos para o ensino superior, diminuindo a fuga das universidades. Somado a isso, é salutar que a mídia televisiva, devido a sua função social de gerar reflexão, aborde a temática da importância da educação e da graduação, para que menos alunos escolham desistir de seus respectivos cursos.