Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 01/12/2020
¨ Brasil, um sonho intenso,um raio vívido, de amor e de esperança a terra desce, se em teu formoso céu ,risonho e límpido, a imagem do cruzeiro resplandece. Esse trecho do hino nacional, escrito pelo compositor Francisco Manuel, induz as pessoas à acreditarem em uma idealização da pátria, em uma melhora nas conjunturas hodiernas. Entretanto, diante desse contexto, evidencia-se, na contemporaneidade, o contrário do proposto por Francisco, o aumento nos índices de evasão escolar e universitária no Brasil. Portanto, urge que medidas sejam tomadas para mitigar essa problemática, que é motivada pela metodologia antiquada do ensino e pela ineficiência governamental.
Primeiramente, deve-se pontuar que a metodologia antiga de ensino colabora para o aumento do número de evasão estudantil. Diante das primeiras universidades criadas na Idade Média, o mecanismo de aprendizagem é praticamente o mesmo, sendo limitado ao quadro,giz e cadeira, contudo, no atual século XXI é uma ingenuidade acreditar que esse modelo ainda é eficaz. Em uma conjuntura marcada por doenças como a ansiedade, hiperatividade e o déficit de atenção é uma utopia acreditar que o estudante conseguirá absorver o conteúdo,principalmente quando tem-se aulas sem dinâmica,interação e uma didática séssil,ações essas que influenciam no desinteresse pelo estudo e colaboram para o aumento da fuga estudantil.
Em uma segunda análise, é válido salientar o papel conivente do Estado frente à essa problemática.Segundo a Constituição Federal, é configurado como dever público disponibilizar ,aos seus cidadãos, o acesso ao ensino gratuito e de qualidade,contudo, essa responsabilidade é restrita aos papéis, tendo em vista que no ranking mundial de educação, o Brasil está abaixo de países considerados subdesenvolvidos.E,como consequência disso, o jovem perde a esperança no que se refere a realizar o ensino superior, pois, em muitas das vezes seu diploma é visto como duvidoso em outros países e até mesmo não lhe serve para arrumar emprego no seu próprio. Dessa forma, ratifica-se, o descaso governamental para com seus cidadãos e seu papel amplificador para a fuga estudantil.
Dessarte, diante dos fatos supracitados, é evidente que a metodologia antiga e a falha do Estado colaboram para o aumento do índice de evasão escolar e universitária. Logo, cabe ao Governo Federal, cumprir com a lei prevista, por meio de um investimento maior no setor educacional, a fim de retirar o país das últimas posições do ranking mundial de educação e reduzir a evasão estudantil. Ademais, por meio da disponibilização de cursos preparatórios, qualificar os professores a ministrarem aulas mais atrativas e dinâmicas para seus alunos, com a finalidade de atrair mais o estudante para as redes de ensino e consequentemente reduzir os índices de fuga das instituições de estudo.