Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 03/12/2020

A constituição brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6 º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a evasão universitária. Nesse sentido, o problema da fuga escolar das universidades vem persistindo na sociedade, acarretando uma série de problemas, a exemplo de menos profissionais qualificados para o mercado de trabalho. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o da educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a incapacidade de conciliar os estudos com o trabalho como impulsionador da evasão escolar no Brasil. Segundo uma matéria feita pelo site Residenciais, 15,5% dos alunos abandonam o curso universitário. Diante de tal exposto, a falta de tempo do aluno, leva a ele a necessidade de escolha: o estudo ou o trabalho. Assim, os estudantes acabam optando mais pelo trabalho, por conta da renda financeira para ajudar em casa ou manter sua família. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, junto das faculdades públicas e particulares, por intermédio de investir em medidas educacionais, crie disciplinas com horários mais flexíveis, a exemplo de aulas gravadas, para poderem serem vistas a qualquer hora do dia pelos alunos, a fim dos estudantes conseguirem aliar o trabalho com os estudos, minimizando a evasão universitária. Assim, se consolidará uma sociedade com mais profissionais no mercado de trabalho, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.