Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/12/2020
O pensamento do sociólogo Paulo Freire “a educação não transforma o mundo, a educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo” destaca que a educação é base para construção de uma sociedade e por meio dela é possivel mudar o mundo positivamente. Entretanto, o aumento nos índices de evasão universitária no Brasil se contradizem com a possibilidade de transformar o mundo, uma vez que a falta de estímulos para a manutenção dos alunos nos cursos e entrada nas univerdades devido à desigualdade social provocam a evasão, fato problemático no Brasil. Logo, é necessária uma discussão mais efetiva sobre a negligência governamental e os fatores sociais que desencadeiam o problema.
Cabe analisar, de início, o impacto da negligência governamental frente à problemática da evasão universitária no Brasil. Desse modo, a Constituição Federal de 1988 prevê como dever do Estado garantir educação pública e de qualidade aos cidadãos. No entanto, é importante salientar que o ensino fundamental e médio da rede pública é precário e por isso os estudantes desse meio estão em desvantagem em relação aos alunos das instituições privadas, tendo em vista que, a parcela que possui recursos se insere facilmente nas universidades, e os demais muitas vezes desistem de cursar o ensino superior. Além disso, a quantidade de vagas para cursar o ensino superior na rede pública é ínfima, o que provoca o desestímulo para entrar nas universidades. Dessa maneira, é nítido que o Estado tem papel de destaque para o agravamento do problema, fato que deve ser minimizado com urgência.
Outrossim, é importante analisar o pensamento do filósofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, a educação é necessária e o ensino superior principalmente, haja vista a maior possibilidade de se inserir no mercado de trabalho com uma boa remuneração. Porém, uma parcela dos universitários abandonam os estudos para se dedicarem ao trabalho, isso evidencia que estes não possuem condições de trabalhar e manter os estudos, o que destaca a desigualdade social que se assola no país e a falta de políticas públicas voltadas para os estudantes de baixa renda.
Portanto, medidas são necessárias para suavizar a evasão universitária no Brasil. Então, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal reestruturar o ensino superior, de modo que atenda toda a demanda estudantil, para isso devem ser construídas mais universidades e devem ser doadas bolsas que visem manter os alunos de baixa renda nas universidades, por meio de verbas oriundas dos cofres públicos, com o intuito de minimizar a evasão e colocar em prática o pensamento do Paulo Freire.