Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 11/12/2020
Em um dos episódios da série “Designated Survived”, Tom Kirkman, presidente do Estados Unidos, precisa tomar atitudes para diminuir o número de estudantes que largam as faculdades no país. Fora das telas, a realidade brasileira é semelhante à retratada no seriado. Nesse viés, fatores como a falta de assistência financeira para todos os alunos e falta de preparo são desafios para diminuição dos índices de evasão universitária. Dessa forma, são prementes estratégias para mitigar essa problemática e garantir a formação completa dos jovens.
Em primeira análise, a Constituição Federal, promulgada em 1988, garante o acesso à educação aos brasileiros, com responsabilidade do Estado de garantir a qualidade do ensino. Entretanto, nos últimos anos, parcela significativa dos alunos abandonam os cursos universitários sem finalizar, principalmente, pela dificuldade financeira enfrentada por milhões de brasileiros. Nesse sentido, programas assistenciais, como o Fundo de Financiamento Estudantil(FIES) e o Programa Universidade para Todos(PROUNI), não conseguem atender de forma integral os estudantes das faculdades privadas e cobram taxas altas no pagamento. Além disso, uma fração dos universitários precisa trabalhar enquanto frequenta as aulas, porém chega um momento no qual se torna muito difícil conciliar os dois. Desse modo, é evidente a necessidade de auxiliar os brasileiros e garantir o direito previsto na lei.
Em segunda análise, de acordo com o PISA(Programa Internacional de avaliação dos estudantes), estudantes brasileiros estão abaixo da média em matérias básicas, como matemática e português, além de outras como ciências. Dito isso, evidencia-se a falta de preparo dos alunos no ensino médio, última etapa antes da universidade, em habilidades essenciais para a continuidade da vida acadêmica. Nesse contexto, ao ingressar na faculdade, com níveis elevados de dificuldade, os estudantes, sem um ensino básico de qualidade, não conseguem acompanhar o ritmo encontrado e optam pela saída sem completar o curso. Dessa maneira, é indubitável a ocorrência de altos índices de evasão, já que os universitários não foram preparados para a próxima etapa.
Depreende-se, portanto, que a falta assistência financeira e o preparo inadequado anteriormente são desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova a alocação de recursos voltados para o ensino básico e superior, por meio de mais investimentos em escolas públicas e capacitação de professores, além do aumento do número de vagas em programas, como FIES e PROUNI e a criação de bolsa auxílio para os alunos se manterem na universidade, com a finalidade de combater a evasão das universidades e possibilitar que mais brasileiros completem o ensino superior.