Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 02/01/2021

“Se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela tampouco a sociedade muda”, disse Paulo Freire, um filósofo e educador brasileiro, a respeito da importância da educação. Entretanto, a precariedade de amparo financeiro por parte das instituições de ensino superior, somada ao cenário de crise que o Brasil se encontra, e o sucateamento do ensino público afetam diretamente os índices de evasão universitária no país.   Primeiramente, é válido destacar a dificuldade dos universitários de conciliar a vida acadêmica com o trabalho. Isso acontece, pois se tratando da rede privada, esta é a única opção que muitos estudantes têm para conseguirem pagar a mensalidade e os estudos. Ademais, até mesmo aqueles que são bolsistas constam que o valor não é suficiente para eles se sustentarem, logo, também precisam optar por esse caminho. Na rede pública, a situação não é muito diferente, pois não há assistência estudantil para auxiliar os alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Um outro ponto é a respeito do abismo que muitos alunos encontram ao saírem do ensino médio e irem para a graduação. Principalmente os da rede pública, tendo em vista que a qualidade dela comparada à rede privada deixa muito a desejar. Isso se deve a falta de investimento nos educadores e na infraestrutura das escolas, além da ausência de fiscalização. Sendo assim, muitos estudantes não conseguem acompanhar o ritmo das atividades, as cobranças e metodologias aplicadas nas aulas. Como resultado, eles acabam se sentindo desmotivados, deslocados, incapazes, e por consequência, infelizmente, deixam as universidades.

Enfim, cabe ao Ministério da Educação fazer uma parceria com as universidades privadas, como a Escola Superior de Ciências Sociais (FGV), e investir mais na educação. Dessa forma, haveria mais linhas de crédito para o financiamento estudantil, e os alunos teriam o amparo financeiro necessário, portanto, não precisariam de ter uma jornada exaustiva de trabalho, e também chegariam no ensino superior sem uma lacuna educacional. Tudo isso para reduzir a taxa de evasão universitária.