Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/01/2021
No filme estadunidense “Simplesmente acontece”, é abortada a história de Rosie, jovem que recém-formada no ensino médio que recebe a notícia de sua admissão na universidade dos sonhos, mas que após a descoberta de uma gravidez prematura, observa seus planos se frustrarem. Nesse sentido, vê-se forçada a trabalhar em diversos empregos na tentativa de proporcionar subsistência a sua filha. Todavia, casos como esse não se restringem apenas a esfera da ficção, dado isso, convém a discussão sobre os desafios para uma diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil.
Primeiramente, é mister pontuar a ausência de programas governamentais que garantam a permanência dos estudantes até o fim de suas graduações. Desse modo, analisando as mazelas sociais que são predominantes no Brasil, fica claro, portanto, que vítimas de um sistema social falho, não dispõe de nenhuma fonte de renda que os ajude. Destarte, pobres e sem expectativas, precisam abandonar seus cursos para trabalhar em período integral, na investida de ajudarem suas famílias com insumos básicos, como alimentação. Outrossim, quando conseguem com grande esforço adentrar nas universidades, encontram na logística uma dificuldade tremenda, pois, vindos das periferias, localizam-se distantes das universidades, encarecendo o custo de deslocamento e, assim, tornando inviável sua permanência, exemplo disso é que todos os anos 3 milhões de pessoas deixam seus cursos no Brasil.
Consoante a isso, corroborando o pensamento do filósofo alemão Immnuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse prisma, postos à margem do descaso pela falta de oportunidades, informação e instrução, estudantes em todo Brasil veem-se obrigados a deixar seus planos de carreira de lado por maternidades e paternidades prematuras. Dessa forma, sem uma estrutura familiar capaz de auxiliá-los, são pressionados a deixarem em segundo plano a ideia de curso superior. Ademais, outro entrave aos estudantes, dá-se pelo alto custo de alguns materiais básicos de alguns cursos, que custam altos valores e, impedidos de adquiri-los, os estudantes encaram a qualidade do seu aprendizado sendo comprometida, aumentando notas baixas e desmotivando-os, causando abandono do curso por livre e espontânea vontade.
Infere-se, dessa maneira, que muitos são os desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil. Em resumo, cabe ao governo, em conjunto com o MEC (ministério da educação e cidadania), a criação de um fundo de permanência estudantil que vise contemplar todos os estudantes que atendam a critérios socioeconômicos como os já existentes nas seleções das instituições publicas, fornecendo um auxílio para ajudá-los na cobertura das despesas diversas de seus cursos. Para assim, evitar a evasão universitária e tornar passado casos como os de Rosie.