Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Renomado pensador e filósofo da Antiguidade, Aristóteles alegou que a educação, pelo fato de formar cidadãos virtuosos, constitui um pilar central para a construção de um convívio harmônico na sociedade. Nesse sentido, sendo as universidades e escolas órgãos que promovem o acesso do indíviduo ao bem supracitado, constata-se a sua importância para o meio social. Contudo, no Brasil contemporâneo, nota-se que essas instituições encontram limitações no que diz respeito à realização efetiva e plena de seus papéis, dentre as quais se destaca o alto índice de evasão universitária como uma das mais severas. Desse modo, torna-se premente analisar os desafios enfrentados no combate a tal problemática : o falho modelo educacional e a fragildade emocional.
Diante desse cenário, é lícito postular, de início, que o ineficiente método de ensino vigente na maioria do território brasileiro é um grande sustentáculo da evasão universitária.Isso porque grande parte dos estudantes enxergam os conteúdos ensinados, muitas vezes, como banais e de escassa aplicabilidade no cotidiano; fruto de uma falha educacional, pautada no tecnicismo do ensino. Desse modo, ao existir essa concepção sobre os assuntos aprendidos, muitos alunos, factualmente, tenderão a desvalorizar a educação que recebem. Consequentemente, na medida em que o cenário supramencionado acontece, o aumento da taxa de evasão nas faculdades torna-se inevitável. Assim, é evidente, por observação dedutiva, que o falho modelo educacional brasiliro constitui um desafio central para superação do problema em pauta.
Ademais, é inegável que a deficitária resiliência emocional é um forte impulsionador do abandono escolar. A respeito disso, o escritor Augusto Cury, em seu livro “O código da inteligência”, afirmou e comprovou o pouco domínio psíquico e mental que detém a sociedade contemporânea, pincipalmente a população juvenil – a qual constitui maioria significativa das universidades. Nesse sentido, sendo a faculdade um ambiente que, ordianariamente, estimula o indivíduo à fragilidade emocional – por meio da promoção de notas ruins e da ocorrência de convívios sociais, muitas vezes, deturpados –, é factual que grande parte dos indivíduos – por conta da escassa resiliência, atestada por Cury–não conseguirão se lidar bem com tais problemas e, muitas vezes, optarão pela saída do meio estudantil.Dessa feita, a evasão universitária tenderá para o aumeto exponencial.
Em suma, são nítidos os desafios enfrentados para combater o alto índice de abandono universitário no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação–órgão responsável pela promoção educacional no país–exigir das instituições de ensino a reformulação de seus conteúdos, abordando assuntos menos técnicos e conteúdos de cunho emocional. Isso deverá ser feito por meio de incentivos e verbas do Governo Federal, a fim de amenizar a evasão universitária e, assim, alcançar um convívio harmônico. na sociedade.