Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A obra “O grito”, de Edvard Mundh, apresenta uma figura em profunda angustia. De maneira análoga, tal situação também pode ser observada no cotidiano dos brasileiros, uma vez que os altos índices de evasão universitária restringem e desqualificam a vida pessoal e profissional dos indivíduos. A respeito disso, é lícito destacar o peso da má formação básica e a desvalorização do Estado à educação sobre a problemática. Nesse sentido, é essencial a discussão dos fatores que assemelham a obra de Munch ao Brasil.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que a Carta Magna de 1988 assegura o acesso à educação como direito dos cidadãos. Conquanto, não é o que ocorre de fato, visto que as instituições de ensino público não oferecem o necessário para que os alunos ingressem nas universidades, devido a falta de investimento em melhores condições na educação fundamental. Diante disso, é oportuno salienta que os poucos que ingressam em faculdades públicas ou privadas enfrentam a incapacidade de resolverem questões básicas e ao se sentirem inferiores aos demais, acabam desistindo do ensino superior.
Ademais, segundo o líder do movimento Apartheid, Nelson Mandela, “É no problema da educação que se assenta o grande aperfeiçoamento da humanidade”. Acerca disso, é notório que, sem uma sociedade igual em educação, é impossível alcançar o bem-estar social. Nessa perspectiva, é dever do Estado zelar e promover melhorias à formação dos indivíduos, entretanto, dados do Ministério da Educação indicam que apenas 5% do PIB nacional é direcionado à educação, configurando o sucateamento do ensino no Brasil.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser adotada para a resolução do impasse. Sendo assim, o Estado deve investir na reestruturação da educação básica, por meio da atualização do currículo estudantil e de condições melhores aos docentes, visando capacitar os discentes e promover ferramentas para que concluam de forma eficaz o ensino superior. Para que assim, “O grito” seja apenas uma obra vanguardista.