Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 12/01/2021
De acordo com pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Educação e Pesquisa (Inep), cerca três milhões de alunos desistem dos cursos universitários todos os anos no país. Sob esse viés, percebe-se a existência de entraves que facilitam o aumento das taxas de evasão do ensino superior na atual conjuntura nacional. Desse modo, nota-se que o desprezo por parte do governo para com as instituições públicas de educação e as dificuldades financeiras que um estudante tem para manter-se num curso particular são fatores que contribuem para a perpetuação do impasse.
A priori, é inegável que o bom funcionamento dos centros universitários públicos do Brasil não é prioridade do Estado, haja vista que medidas de manutenção estão sendo desconsideradas pelo mesmo. A título de exemplo, o Governo Federal anunciou o bloqueio de 5,8 bilhões de reais na área da educação, a ação foi efetivada em março de 2019. Dessa forma, pontua-se um sucateamento das faculdades de ensino superior, dado que a inexistência de verbas compromete a performance desses ambientes. Consequentemente, os alunos ali matriculados são influenciados a desistirem do curso visto que o local não está adequadamente estruturado para recebê-los. Logo, tal cenário urge ser mitigado.
Outrossim, vale ressaltar que a crescente inadimplência presente nos cursos de educação particular é um aspecto importante para o aumento dos índices de evasão das faculdades. Consoante o “Panorama do Ensino Superior Privado no Brasil” feito pela startup edtech, a fuga universitária chegou a 23% no ano de 2016. Tal informação deve-se, em partes, ao fato de que a maioria dos alunos do ensino particular precisam trabalhar para manter-se nos cursos. Entretanto, com o aumento da taxa de desemprego no ano de 2020, ao totalizar 14 milhões de desempregados segundo o IBGE, os estudantes são diretamente afetados, pois não tem renda suficiente para custear os cursos de graduação. Portanto, tal problemática urge ser solucionada.
Em suma, conclui-se que é necessário uma ação interventiva para reverter esse impasse. Para esse fim, o Ministério da Economia atrelado ao Ministério da Educação deverá arrecadar mais verbas para as instituições públicas de ensino superior mediante o aumento de impostos das faculdades particulares a fim de mitigar o sucateamento desses ambientes, o qual será proposto, em caráter emergencial, na Câmara Legislativa. Como também, o Ministério da Economia deveria promover auxílios emergenciais aos alunos que não tem condições de pagar os cursos paticulares, o empréstimo seria feito com juros zero para não comprometer a renda familiar e por fim, garantir a formação dos jovens nas instituições particulares de ensino. Somente dessa forma será possível reduzir a taxa de fuga universitária segundo a pesquisa do INEP.