Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Sancionada em 1988, a Constituição Federal, prevê o direito à cidadania, representada pelo gozo aos direitos civis, a todos os habitantes do território nacional. Nesse sentido, destaca-se como primordial o direito à educação. Entretanto, é inegável a falta de coerência entre o que está exposto no papel e a realidade da educação brasileira, o que torna a evasão universitária uma anomalia dentro sistema público de educação. Por isso, a fim de discorrer sobre os desafios para diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil, faz-se necessário considerar o sucateamento do ensino público e, ainda, a contraditória exclusão de brasileiros da suposta cidadania legal.

Primeiramente, é relevante considerar o sucateamento do ensino público nas universidades, que é a falta de investimento estatal no que diz respeito às instituições de ensino, o que fomenta o abandono de universidades. Nesse caso, uma defasagem na distribuição de verba pública colabora com a desmotivação dos alunos, seja por falta de uma estrutura apropriada, falta de transporte e/ou segurança. Nesse sentido, destacam-se os cortes realizados no setor da educação para 2021, divulgados em Janeiro, pelo atual presidente, a restrição afeta tanto as estruturas de base como o setor de ensino superior. A falta de progresso na educação e a evasão universitária estão diretamente ligadas ao descaso do Poder Público.

Ademais, outro ponto é a exclusão da cidadania que, embora esteja estendida a todos os brasileiros na Constituição de 1988, é negligenciada pelo Estado quanto ao cumprimento efetivo dos direitos civis. Em consonância a Dimenstein, a cidadania existe nos papéis, mas não existe de verdade, isso devido ao fato das camadas pobres sofrerem com desfavor do Estado. Tal conjectura, constrói um sistema ineficaz na formação superior do jovem universitário. Ou seja, a educação de qualidade que é do cidadão por direito, quando negligenciada torna utopia a ideia de cidadania. Assim, a falta de apresso do Estado com a população esquecida, impulsiona o abandono dos direitos básicos, como a educação.

Portanto, com intuito de sanar o entrave da evasão universitária e garantir a igualdade de direitos civis no território brasileiro, medidas iminentes devem ser tomadas. Desse modo, cabe ao Ministério da Economia, conjunto ao Ministério da Educação providenciar verbas públicas às instituições públicas de ensino superior, arrecadando-as por meio do aumento da taxação impostos vertentes das instituições privadas, o qual deve ser proposto, em caráter emergencial, na Câmara Legislativa. Assim, o Brasil será coerente aos papeis no que diz respeito às suas propostas educacionais.