Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 24/02/2021
É de ciência pública que a desigualdade e excludência de classes menos oportunizadas no acesso ao conhecimento é um obstáculo basal para o progresso comunitário.De conformidade a tal mazela expressa-se ,inquestionavelmente,o crescimento da evasão educacional no Brasil,fruto direto da elitização de recursos essenciais e seletividade do conhecimento.
Em primeira instância,as evidentes medidas estatais em prol da equidade pedagógica,como o sistema de cotas e fornecimento de bolsas educacionais,mascaram as deturpações dos processos universitários e alienam os indivíduos quanto à assistência deficitária de ensino que recebem do governo,limitando-os a aceitarem ilusórios benefícios que,na realidade,não garantem segurança e preservação de sua integridade no processo educacional e futuro mercado de trabalho.
“Toda pessoa tem direito a educação” foi um direito teórico garantido pela Declaração dos Direitos Humanos em 1948,no entanto sua aplicação prática não só é violada pela exclusividade do conhecimento a classes altas mas também é incoerente quanto ao apoio oferecido aos estudantes menos favorecidos que,mesmo tendo conquistado uma vaga universitária na rede federal,encontram-se desamparados pelo estado a darem continuidade a seus estudos de forma estável e viável.
Em síntese,no Brasil,a elitização da educação acarreta um processo cíclico de inferiorização cultural da parcela necessitada da sociedade e ocasionalmente intensifica a evasão universitária.Com o fito de findar descrepâncias estruturais na educação,é de suma importância que o MEC-Ministério da Educação e Cultura- viabilizado por recursos estatais,fundem programas auxiliares que garantam estabilidade àqueles que,devido a sua realidade financeira,não consigam manter-se.Dessa forma,a evasão universitária fomentada pela desigualdade social se expressará de forma minimizada no cenário contemporâneo e não apresentará impacto significativo nas relações sociais.