Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 17/04/2021

O Art. 205 da Constituição Federal promulga que a educação é um direito de todos e compete à família e ao Estado assegurá-los. Entretanto, nem todos possuem o acesso a esse direito de forma igualitária, onde evidencia-se que somente uma esfera da sociedade detém de um ensino educacional de qualidade que proporcionam conhecimentos científicos sólidos. Por outro lado, observa-se uma educação primária defasada que reflete nos altos índices de evasão universitária e a ausência da ingerência de um Estado ativo.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a educação é a base para obtenção do acesso a cidadania, como cita o filósofo britânico Thomas Marshall. Indubitavelmente, um ensino primário de baixa qualidade possui fortes impactos em contextos socioeconômicos, uma vez que a precariedade de conhecimentos intelectuais promove altos índices de reprovações, este tem como consequência principal a evasão, gerando assim prejuízos em perspectivas futuras e a inserção precoce desqualificada no mercado de trabalho, que a longo prazo pode deflagrar no aumento da desigualdade social.

Outrossim, em março de 2019 houve um contigenciamento de cerca de 5,81 bilhões que seria destinado a educação. Em suma, o Estado, como principal orgão efetor da garantização dos direitos conjuntamente com a sociedade, não vem cumprindo com sua função, dessa forma é possível evidenciar uma negligência do Estado com a escassez de políticas públicas que mitigam a evasão escolar e falta de melhorias no sistema educacional brasileiro.

Em virtudes dos fatos apresentados, é notório que o sucateamento e a falta de compromisso político com educação brasileira promovem a evasão escolar. Compete-se, ao Ministério da Educação, uma maior fiscalização das escolas no ensino básico e uma melhoria deste, tendo em vista que este é a base para o acesso a uma universidade. As Instituições Educacionais, a implementação de monitorias que possam ajudar aqueles indivíduos que possuem déficits. Por último, ao Ministério da Econômia, o aumento de impostos dos setores privados que favoreça a liberação de verba para a educação. Desta forma, poderemos assim ter acesso ao conceito de cidadania estabelecido por Thomas Marshall.