Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 03/05/2021

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas medidas sociais, dentre elas, o direito à educação a todos os brasileiros. Nessa perspectiva, percebe-se que o Governo não efetiva tal princípio, uma vez que as universidades de rede pública são precárias e, sobretudo, em alguns casos, não apresentam um ensino de qualidade, na qual favorece para o aumento da evasão universitária. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando o Estado não enxerga a formação dos indivíduos com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como no atraso da faculdade e a ausência de instituições de qualidade, haja vista que 3 milhões de estudantes desistem do ensino superior todos os anos, de acordo com o G1. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na dialética de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Nesse contexto, quando imagens de indivíduos sem ensino superior, o recrudescimento de tal evasão e, por tabela, o absentismo de investimentos nessa esfera se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente da sociedade, visto que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa mazela, pois muitos indivíduos não tem condição financeira de frequentar faculdades particulares e recorrem ao descaso da pública. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa agrura, por meio de verbas destinadas para essa área, ampliando as estruturas das universidades e promovendo um ensino de mais qualidade, a fim de diminuir o índice de fuga universitária. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a Constituição seja efetiva.