Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 14/05/2021
O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire defendeu:“Se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Assim, ao analisar o pensamento de Freire e relacioná-lo á realidade desafiadora das universidades brasileiras, por vezes a falta de verba e preparo, tornam-se obstáculos para conclusão da jornada e corroboram para evasão universitária.Tal cenário precisa ser enfrentado, seja pelas escolas na instrução ao autoconhecimento e preparação socioemocional, seja pelo governo quanto à prestatividade financeira aos alunos e suas famílias.
A princípio, cabe destacar as abordagens necessárias para capacitar jovens e adoslecentes na escolha do curso e no desenvolvimento de suas habilidades e emoções para determinado ambiente. Dessa forma, a aplicabilidade, em sala de aula, de temas que abordem a escolha profissional e o aspecto socioemocional do aluno, que embora esteja inserido na Base Nacional Comum Curricular, não é efetivado na prática. Destarte, poderia atenuar a evasão em vigor do curso escolhido e o demasiado índice de distúrbios socioemocionais que permeiam o ambiente univeristário, como ansiedade, depressão e vícios compulsivos.
Nesse contexto, destaca-se a importância das diretrizes governamentais na formação dos universitários brasileiros, uma vez que podem impulsionar a conclusão e ajudar em tal processo. O filósofo Bauman aborda as “Instituições Zumbis”, as quais direcionadas socialmente para determinado papel, não o cumprem de maneira plena. Nessa lógica, há coorporações que ao invés de prestar assistência financeira e emocional ao estudante universitário brasileiro, dificultam seu processo no ensino superior, e contribuem aos níveis altos de evasão. Com isso, é visto casos em que os estudantes precisam deixar as universidades para sustentar suas famílias, ou de tal forma decidir entre suas refeições diárias e seu estudo, quando tais necessidades poderiam ser assistidas pelo governo.
Infere-se, portanto, que o auxílio gorvernamental e o preparo na educação básica para carreira no ensino superior são fundamentais. É dever, portanto, do Ministério da Economia direcionar bases orcamentárias, para apoiar os alunos e famílias que detém de pouco sustento, a partir da análise das condições de moradia, renda mensal e histórico familiar, afim de assegurar a sua completa formação superior. Deve-se, também, por meio do Ministério da Educação, realizar oficinas nas escolas, que abordem temáticas sobre a escolha do curso , aptidão pessoal e autoconhecimento, no intuito de desenvolver tanto habilidades socioemocionais, quanto de maneira acerca de suas escolhas, frisando os desafios e a importância da vida universitária, afim de dirimir a evasão nesse âmbito.